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  • [ESPECIAL] Elliott Smith: XO

    Mag 29 2011, 21:02

    XO

    Após mais de 2 meses, venho aqui escrever sobre o quarto disco de Elliott Smith: XO. Para entender a composição desse disco, precisamos analisar a conjuntura dos fatos ocorridos anteriormente: Elliott se tornou mundialmente famoso com o disco anterior, e uma canção sua (Miss Misery) concorreu ao Oscar de melhor trilha sonora (do filme "Good Will Hunting") em 1997 (acabou perdendo para o dramalhão da Celine Dion em "Titanic").
    Tanto sucesso chamou a atração de muitas gravadoras, a qual Dreamworks saiu na frente em busca do talentoso rapaz. Isso teve um custo ao seus fãs: Elliott ganhou um estúdio de verdade. Como ele bem disse, "eu era lo-fi por falta de opção". Assim, seu som simples ganhou complexidade e novos instrumentos, um disco que pouco lembra os anteriores. As letras mais brandas também marcam "XO", que não deixam o pessimismo e seu lado intimista de lado.
    Foi com XO que ele começou suas turnês com grande público pelo US. Ironicamente, seu maior sucesso "Miss Misery" não fez parte do disco.



    Acompanhe o comentário faixa-a-faixa de cada canção.

    1. Sweet Adeline

    Na primeira faixa, já sentimos a total diferença de qualidade na gravação. A música, tem sua lentidão quebrada com "Sweet Adeline" em 1:35 repetido várias vezes, até então começar a ficar mais agitada. É uma música supostamente escrita sobre um romance, a qual Elliott quer esquecer. As passagens podem dar impressão que ele usou a bebida para tal feito. As baterias e outros instrumentos podem ser percebidos com clareza. É o começo de um novo "Elliott Smith".

    "Or any situation where I'm better off than dead"

    2. Tomorrow Tomorrow

    Uma canção simples (mas é difícil para você tentar tocar no seu violão). Conseguiria até entrar no Either/or, considerando a diferença de gravação audivelmente notada. Assim pode ser definida "Tomorrow Tomorrow", uma canção cheia de suspiros "ah" e que se deixa facilmente ser levada pelos ouvintes. Porém, deixa o romantismo de lado e começa a mostrar novamente seu lado mais obscuro, podemos perceber até mesmo uma profecia de sua morte nela.

    "The noise is coming out
    And if it's not out now
    Then tomorrow, tomorrow"


    3. Waltz #2 (XO)

    Agora percebemos a diferença do Elliott lo-fi e ele em uma grande gravadora. "Waltz #2" é muito bem produzida e instrumentada, uma decepção para fãs mais puristas. A grande sacada dessa canção é você imaginar ela sendo realmente uma "valsa". Mais uma canção romântica (claro, sem deixar seu lado pessimista e crítico), Wlatz #2 nos lembra alguém com um amor platônico e que sabe dos defeitos da sua amada, que supostamente está com outro. Raiva, irônia e sarcasmo são marcas dessa canção.

    "I'm never gonna know you now, but i'm gonna love you anyhow"

    4. Baby Britain

    Considero essa a mais produzida do disco inteiro. É provavelmente a que mais sentimos a influência dos "Beatles", banda favorita do cantor. É uma canção pop, tida como muitos uma de suas "obra-prima" da carreira do compositor. A batida é de fácil assimilação, a letra "suave" pode ser uma continuação de "Between The Bars". A canção começa com um piano, que depois vem seguida de outros instrumentos, com várias paradas rápidas e reinicios com um solo único e característico. Do refrão, uma frase eu acho bastante curiosa:

    "For someone half as smart you'd be a work of art"

    5. Pitseleh

    Começa um violão cauteloso. Os vocais voltam a retaguarda e impetância que ganhou na faixa anterior. Uma das minhas favoritas do álbum. Talvez por Elliott usar um vocal mais sombrio nessa música, talvez pela simplicidade. Alguém insatisfeito consigo mesmo, e que novamente, vê a amada como algo impossível de se conseguir. A canção passa extremamente rápida, finalizando com um

    "I never meant to hurt you"

    E assim segue o solo de violão por mais 15s. Um hino pros apaixonados e que não se acham o suficiente pra sua amanda lhe amar de volta.

    6. Independence Day

    Gostosa de ouvir, com uma letra leve. Passa até despercebida, mas deve ser notada. Repetições de "everybody knows" seguem a canção. A canção possui um fundo que leva a canção toda, facilmente de ser observado. Em uma entrevista, Elliott comenta sobre a canção: é sobre um amigo seu que pedia pra ele ser paciente, que as coisas aconteceriam em seu devido tempo. Isso é facilmente evidenciado pelo trecho:

    "I saw you in a perfect place
    It's going to happen soon but not today"


    7. Bled White

    Brilhante. Há muitos adjetivos pra definir essa canção. A velocidade da canção assusta quem se acostumou com a calmaria das duas faixas anteriores. Elliott se usa de 2 vocais de si mesmo, o principal e o background, o que dá um efeito único sobre a música. O cantor fala sobre uma cidade na canção, a qual muitos pensam ser Portland, uma das favoritas do cantor no US.

    Afinal

    "bled whiiiiiiite, bled whiiiiiiiiite"

    Me perdoem a citação com o próprio título, mas é realmente complicado não cantarolar isso.

    8. Waltz #1

    Já ouvi comentários dizendo que ela é a tradução da "beleza da tristeza". Não poderia concordar mais. É o momento do baile que a moça deixa o rapaz. Uma das mais tristes do álbum. Com uma bateria de leve que ameaça o fundo constantemente, segue-se a música, lenta e titubeante. Mais uma canção sobre desapontamento em paixões que não dão certo, sob nenhum jeito. Termina com um triste trecho:

    "I wish I'd never seen your face"

    9. Amity

    No "hall" das canções pesadas e "heavy" do cantor, Amity é sem dúvidas uma das mais diferentes de sua carreira. A repetição de "Amity" que inicia a canção assusta a quem está em sua primeira audição. Uma das mais curtas de sua carreira, possui 2:20. Rumores que Amity foi uma paixão do cantor. Quem sabe, não?

    10. Oh Well, Okay

    A música é tão amada pelos fãs que é possível ver um trecho dela nas fotos do memorial do ES em Los Angeles, CA.

    "it's hard to tell
    It's hard to say
    Oh well, okay"


    Uma parte da música que marca essa triste canção.

    11. Bottle Up And Explode!

    Amaragura e rancor numa canção bem humorada, e irônica. Começa leve, derradeira, de repente mergulha-se facilmente na atmosfera hipnótica da canção "Bottle up and Explode!". Como o disco todo é baseado em canções relacionadas a relacionamentos, essa não foi muito diferente. O momento marcante se situa próximo aos 2 minutos, onde o instrumental acompanha de um grito do cantor no fundo.

    "The last time you cried who'd you think was inside?"


    12. A Question Mark

    Isso é mesmo Elliott Smith? Totalmente diferente e inesperada, a canção usa-se largamente do saxofone para compor sua textura ácida, que ao meu ver faz críticas ao modo que as pessoas tem de se julgar "bem situadas" em relação ao mundo e no julgamente alheio. Perfeita canção, um excelente momento do álbum.

    "I got a question maaark (sax)
    A got a need to always take some shoot in the dark (sax)"

    13. Everybody Cares, Everybody Understands

    Taí a principal canção do álbum pra mim. Muito de vocês não concordarão comigo, compreensível. Mas essa tem a essência mais ES: fã de beatles (os back vocais lembram o da canção "Because", da banda), irônico, frustrado com um violão e falando muito palavrão. Perto dos 3 minutos, quando começa o seu final, emerge-se uma explosão de som, misturado no sample da canção, agressividade, bateria pesada dentre outros instrumentos. O próprio título nos dá pista sobre os rumos líricos da canção. As ironias são divertidas até:

    "yes, everybody cares about you"

    Enfim, só conferindo uma das obras primas da música, pra conferir tal preciosidade.

    14. I Didn't Understand

    Terminando o álbum com uma canção triste, e uma das menores canções de sua carreira: em apenas 2:17 Elliott deixa o album de uma maneira diferente de que começou o album: mais triste e muito mais intimista. Afinal,

    "I always feel like shit"

    Isso talvez o descrevia.
  • O fim do Silverchair: Uma análise

    Mag 25 2011, 21:10

    Dia 25 de maio de 2011. Mais uma época de incertezas para os fãs de Silverchair. Tão sofredores. Muitos, como eu, esperavam um novo disco esse ano, que já estava em fase de produção. Dan Johns limita-se a dizer o que aconteceu em milhares de outras bandas: divergências sobre o futuro da banda. Como artista, ele amadureceu, evoluiu e sinto nele uma vontade imensa de mergulhar em outros mundos, muito além do que o Silverchair, posso dizer, o limita.

    A banda fez uma transição de um som grunge e cru para um rock orquestrado melódico, mais elaborado. É comparável até com transformações como de bandas famosas, tipo o Radiohead. A polêmica da banda foi justamente essa. Muitos fãs nunca se conformaram com a mudança. Particularmente, gosto de todos os cds, sem distinção. Por quê? A essência do Silverchair nunca mudou.

    Os rapazes de 12 anos cresceram. Ninguém imaginava as proporções que a banda tomaria. Poucas bandas da Austrália tem repercussão internacional desse porte. Aqui no Brasil ficaram mais conhecidos pela eterna balada "Miss You Love". Talvez fosse a hora de uma hibernação? Não sei responder. Não foi um fim definitivo e irreparável, como por exemplo, dos Smiths. Vamos sonhar com a volta da banda, ou caso os integrantes se arranjem, continuem produzindo canções tão memoráveis quanto a da "falecida" banda.


  • [ESPECIAL] Elliott Smith: Either/Or

    Mar 23 2011, 1:02

    Provavelmente o álbum mais aclamado da carreira do cantor, seu repertório praticamente inteiro virou rapidamente hit e se tornou a ponte do cantor para um público maior, associado a música Miss Misery que viria a ser lançada no mesmo ano, 1997. Mais bem produzido que seus antecessores, mas sem perder a linha lo-fi características do seus primeiros trabalhos, é assim o disco Either/Or!




    1. Speed Trials

    Começando com um solinho bastante característico, Elliott não iniciou o disco com uma canção fácil, apesar de bem produzida, se considerado tudo que ele já tinha feito até o momento. Há grandes divergências sobre seu significado, como sempre, todo mundo costuma usar a desculpa que fala sobre drogas. Eu acho que pode ser mais do que isso. Pode falar sim sobre a sensação de percorrer o mundo parado, aparentemente sob efeito de drogas. Mas o significado pode ir mais além. Acho mais uma crítica e um desabafo a falta de sorte que aflingia sua vida provavelmente, que permanecia "uma merda", em sua visão. Provavelmente, no imediato, sua cabeça vai soltar flashs de áudio:

    "Runniiing Speeeeed triaaals".

    O extase da canção, para mim.

    2. Alameda
    Também instrumentada, solta o

    "Nobody broke your heart"

    Mais digerível que a primeira canção, a meu ver. E uma música extremamente pessoal, e talvez que as pessoas se indentificassem mais, pois, provavelmente, fala sobre alguém que não deixa ninguém chegar tão perto dela. É o que muito de nós fazemos. É o hino, definitivamente, dos isolados da sociedade, com seu último trecho, contundente:

    "If you're alone it must be you that wants to be apart "

    3. Ballad of Big Nothing

    Uma balada que lembra a banda Big Star, influenciou claramente Elliott nesta canção, a qual ele era assumidamente fã (Conferir cover de Thirteen, que será comentada no disco New Moon). Divertida, com uma melodia relativamente fácil, é um dos hits do Elliott. Bem, divertida talvez tenha sido um termo exagerado.Sua temática ai já é provavelmente sobre drogas, pois, como sabemos, a fase inicial do Elliott Smith foi um período complicado para a carreira do cantor, que abusava de substâncias intensivamente. Mas que nos dá uma grande lição

    "Do what you want to whenever you want to".

    4. Between the Bars

    Sem dúvidas, o principal hit da carreira do cantor para os fãs. E também uma das canções mais apresentáveis, apesar da simplicidade, liricalmente e intrumentalmente falando. Talvez aí Elliott tenha mostrado um lado pouco conhecido, romântico, ao meu ver. A música, cheia de quotes, obtem seu extase provavelmente na frase:

    "Drink up, baby, look at the stars
    I'll kiss you again between the bars"


    É uma música para os apaixonados. Mas que, de certa maneira, mostra um vício no alcool do cantor. (mais um de seus tantos vícios). Aqui vai um trecho retirado do curta Lucky Three, que vocês devem conferir também:



    5. Pictures of Me

    Uma das canções mais rockeiras e animadas do disco, é outro hit fácil. Ao meu ver, uma das mais raivosas, tanto na sua letra, quanto na maneira que o Elliott canta a música. Me parece mais uma crítica do modo que as pessoas pensavam dele e comentavam sobre a vida dele. É como um desabafo.

    "So sick and tired of all these pictures of me"

    Está cansado também?

    6. No Name #5

    Quem disse que as no names não voltariam? Elliott voltou no disco, seguindo a mesma linha básica (apesar de já não ser mais só violão), mas com uma atmosfera extremamente pesada e aborrecida. Partindo mais da linha existencialista, entendo com uma crítica a expectativa das pessoas sobre você. É ao menos a minha interpretação. Faça a sua, e não se esqueça:

    "Well i hope you're not waiting
    Waiting around for me
    Because i'm not going anywhere"


    7. Rose Parade

    Pra quem não conhece, é uma festa típica americana que acontece em Portland. Que virou título de uma belíssima canção do Elliott Smith. Bem instrumentada, segue com o trecho:

    "Won't you follow me down to the rose parade?"

    Acho uma das canções mais "lights" do disco, apesar de não ter perdido seu senso crítico/pessimista, característico da obra de Elliott Smith.

    8. Punch and Judy

    Curtinha, básica, e de pouca complexidade, ao ponto de vista estrutral. Que não passa despercebida, obviamente. O título, que foi um antigo programa de tv, tem uma música que ao meu ver fala sobre um relacionamento, como sempre conturbado. Seu trecho que mais me intriga é o:

    "I think i'm gonna make the same mistake twice"

    Tirem suas conclusões.

    9.Angeles

    Outro grande hit do cd, ao lado de "Between The Bars" e "Say Yes", que será comentada mais a frente. Acho que é deduzível que o título vem de "Los Angeles". A canção é básica, usa somente o violão, acentuando a característica folk do cantor. A história é muito curiosa, muitos dizem que é sobre a decisão do cantor ir ou não para Los Angeles, claramente, capital da indústria do entretenimento não só dos EUA, como do mundo inteiro. A lista de quotes é interminável, mas o que gruda na cabeça, de fato, é o :

    "so glad to meet you, angeles".

    O vídeoclipe da canção:



    10. Cupid's Trick

    Uma das músicas mais bem produzidas do álbum, novamente Elliott aqui comenta sobre seu vício, no meu ponto de vista. Não há muito o que dizer, os solos pesados que remetem os "it's my lie, sugar lick me up" são sem dúvidas os grandes atrativos da música. Mais um hit que se tornou indispensável em grandes partes dos shows do cantor.

    11. 2:45am

    Como sabemos, o título se refere a 2:45 da madrugada. É uma das músicas favoritas dos fãs (como todo o Either/Or). Ao que parece, Elliott foi abandonado por sua namorada, mas a letra sugere muito mais interpretação. Uma incógnita, fato imutável na maioria das músicas do cantor.A música dá uma "viradinha" nos 2:30, quanto ele solta "i'm walking out on center circle". Prestem atenção, aí está uma das grandes sacadas da música.

    12. Say Yes

    Última faixa, e a mais curta do disco, Elliott já a descrevia com uma canção "estupidamente" positiva. Virou uma das mais famosas, por sua musicalidade facilmente assimilativa, e o "refrão" que ecoa em nossas cabeças:

    "i'm love, with the world, through the eyes of a girl".
  • [ESPECIAL] Elliott Smith: Elliott Smith (Self Titled)

    Feb 24 2011, 0:23

    Elliott Smith

    Para prosseguir a saga, esta semana volto com meu disco favorito do Elliott Smith. Provavelmente o disco mais pesado liricalmente de sua carreira. Obscuro e sombrio, o disco oferece muitas das melhores canções do cantor.



    Vamos acompanhar, faixa-a-faixa.

    1. Needle in the Hay

    Primeira faixa, feita só no violão, como a maior parte do cd. Falando sobre drogas (especificamente morfina, como há de se deduzir), é introspectiva e sombria. Não nego que há repetições excessivas de 'needle in the hays', mas tudo complementa a essa obra magnífica que abre o album.

    Meu quote fica no 3:10, quando Elliott solta um:

    "that i'm getting good marksssssssssssssssssssssssssss"

    2. Christian Brothers

    Essa letra exemplifica mais o vicio do cantor em bebidas. O próprio título na verdade se refere a uma bebida. É a canção mais longa do album, mais animada que a antecessora, e há presença de bateria. Seu trecho que impacta a canção é sem dúvidas o

    "nightmares become me, it's so fucking clear"

    Excelente.

    3. Clementine

    Uma das melodias mais fáceis de pegar do Elliott. Doce, a canção cita uma famosa música folk americana, chamada 'Oh my darling, clementine'. Provavelmente, é fácil de pegar na cabeça

    "oh my darling, oh my darling, oh my darling clementine".

    a qual Elliott tanto ecoa na canção. 2:46 sempre bem gastos ao ouvir "Clementine", com certeza. Legal reparar que ele cita 'angel in the snow' na música, a qual viraria título de uma música belíssima no disco 'New Moon'.

    4. Southern Belle

    Com o instrumental no violão genial que introduz Southern Belle, não é dificil ser a favorita de muitas pessoas, do disco. Com uma letra contando de um marido que abusa de sua mulher provavelmente (nos faz pensar a relação de seu padastro com sua mãe), não é muito difícil adentrar no universo melancólico de Elliott. Ao final, ele desbraveja:

    "YOU'RE KILLING A SOUTHERN BELLE, KILLING A SOUTHERN A BELLE, KILLING A SOUTHERN BELLE".

    Sem dúvidas a melhor parte da canção é o final.

    5. Single File

    Fazendo parte do elenco de curtinhas, também faz parte do relativo ao acervo de músicas sombrias de Elliott. Assim como as outras do disco, ele prepara um final introspectivo, baseado na repetição desalenta de algo impactante e curioso. Nessa canção, é o próprio título da música.

    6. Coming Up Roses

    A canção que originou o primeiro disco do Elliott, e provavelmente, a mais bem produzida do disco. O clipe que mostra imagens de provavelmente um suburbio de Los Angeles, cuja letra, novidade, fala de drogas, e também faz auto-críticas a si mesmo como podemos perceber em "i'm a junkyard full of false starts”.
    A minha favorita do disco, sem dúvidas. Pra quem ainda não conhece o clipe:



    7. Satellite

    Uma das canções mais dificeís do cd. Não é fácil adentrar o universo explorado em 'Satellite'. A voz básica, o violão e os sussuros marcam "Satellite". O final surpreende, e é uma introdução perfeita para a longa faixa 8 que a procede. Uma curiosidade é que ele fala 'you're a question mark', a qual viraria título de uma ótima canção no disco "XO".

    8. Alphabet Town

    Provavelmente uma das primeiras que eu gostei do cd, Alphabet faz parte do time de músicas longas do disco. E das mais bem produzidas. O começo uivante da gaita dá características únicas a canção. Há muitas teorias explicando essa canção, acho legal a que fala sobre NYC, cujo há uma parte da cidade com esse nome. Do jeito que Elliott gostava de citar cidades (bem vistos em LA), nunca se sabe.

    9. St. Ides Heaven
    Letra e instrumental igualmente pesados. "St. Ides Heaven", bebida famosa nos Estados Unidos virou título a uma das canções mais depressivas do cantor. Fala majoritariamente sobre o vício em anfentaminas e parte do universo que o cercava, e nos concedeu uma dos quotes memoráveis de sua carreira:

    "because everyone is a fucking pro"

    10. Good to Go

    "I wouldn't need a hero if I wasn't such a zero"

    Esse trecho já exemplifica o teor altamente auto-crítico que assume a canção. É nessa canção que talvez ele assume sua personalidade suicida, e dá indícios fortes de sua depressão severa. A melodia da canção acompanha o espírito da letra.

    11. The White Lady Loves You More

    Essa música ficou mais conhecida após ser exibida no filme "Paranoid Park" do Gus Van Sant. A canção, nada tem de romântica, já que nossa "White Lady" é uma gíria comum a cocaína nos EUA. Mais um vício destrutivo de Elliott (no que ele não era viciado, afinal?). Rendeu uma belíssima canção, com 2 partes basicamente, com um começo excelente, e termina com ele repetindo o título da música. 2:24 bem gastos ouvindo, sem dúvidas.

    12. The Biggest Lie
    É a mais conhecida e admirada entre os fãs, dentre as faixas do disco Elliott Smith (1995). Com uma melodia mais pop que me remete a lembrar (de longe) os Beatles, não é muito difícil cair de amores por ela. Há uma discussão sobre o significado da música, muitos dizem que pode ser sobre drogas, eu prefiro pensar que foi um episódio de sua vida. Vale a pena conferir a letra e a canção, também curta, 2:39.
  • [ESPECIAL] Elliott Smith: Roman Candle

    Feb 10 2011, 1:54

    A partir de hoje inicio um especial dedicado a todos os álbuns de estúdio lançados por Elliott Smith, comentados música por música.

    Roman Candle



    Particularmente intimista. Agressivo. Perspicaz. Palavras que melhor descrevem o disco Roman Candle. Ter o prazer de provar as sensações mais sombrias do ímpeto ato de viver. Elliott nem mesmo acreditava em si mesmo, sua namorada o instigou a mostrar suas canções para a Cavity Search Records. E assim nasceu sua primeira obra prima, lançada no mesmo ano de "Cop And Speeder" de sua banda Heatmiser.

    Com apenas 9 faixas (incluindo 1 instrumental) foi o último cd a me conquistar, talvez por isso tenha o gostinho peculiar a qual entra em meus ouvidos.

    É o album mais "lo-fi" do cantor, ou seja, não espere gravações limpas e nítidas.

    1. Roman Candle
    O tema dessa canção é provavelmente sobre o abuso que sofreu de seu padrasto, retratado bem em canções nunca lançadas como "Flowers for Charlie". Triste, seca, agressiva. Palavras pra descrever essa canção, que inicia o álbum de maneira contundente e titubeada.

    "I want to hurt him, i want to give him pain"

    Provavelmente esse trecho irá grudar na sua cabeça. Acho que é o mais especial de fato. Essa canção nos remete ao passado de Elliott, que tanto o atormentava.

    2. Condor Ave.

    Mais leve que a anterior, é uma das favoritas de quem ouve de primeira. Tal fato fada essa canção a ser uma das mais populares do disco. Descreve uma briga, provavelmente com sua namorada ou algo parecido. Há boatos de que essa canção foi escrita em sua adolescência. De fato, belíssima.

    3.No Name #1

    O começo da era No Names (que vai até a 6, a última não lançada oficialmente). Seu trecho principal é o:

    "Leave alone, you don't belong here."

    Uma completa ironia do mundo. Lugares cheio de pessoas, e o sentimento de solidão que pode ser mesmo enfatizado aí. Não se tem uma interpretação perfeita, mas certamente é uma das minhas favoritas, não só pela facilidade de assimilação da canção, mas seu conjunto como um todo.

    4. No Name #2

    Essa fica fácil pra eu falar. Minha segunda favorita do cd, possui um trecho inesquecível

    "killing time won't stop this crying"

    O legal é cada um fazer sua interpretação, de acordo com sua realidade. Pelo 'quiet terror news' poderia se supor uma gravidez, mas não é provável. Li alguns comentários e não posso deixar de achar que é mais uma letra sobre namoros, que pode nada ter a ver com a história pessoal de Elliott.

    5. No Name #3

    Minha favorita da discografia do Elliott. Assim como as outras no name, tem seu trecho de climax

    "everyone is gone, home to oblivion"

    Home to Oblivion por curiosidade é o título do album do Christopher O'Riley, que lançou um brilhante tributo a Elliott, com suas canções em versão piano. Ironicamente, no name #3 não teve sua versão. Ela virou trilha sonora do filme "Good Will Hunting" como bem sabemos. Sobre sua letra, não possuo uma opinião formada. Eu interpreto como uma solidão a 2. Mas acho que cada um tem a liberdade de tomar seus próprios valores.

    6. Drive All Over Town

    Mais uma canção com índicio de auto-biografia. Assim como outras do Elliott, mantem-se a ambiguidade. Eu prefiro interpretar como uma "infância".

    "and he'll drive all over town"

    Seus 2:36 passam extremamente rápidos, e mesmo despercebidos. Meu trecho favorito é sem dúvidas

    "he looks all wrong but that's her alright"

    Acho auto-explicativo. Mais uma história brilhante exposta por Elliott, em poucas palavras, pouco tempo, e numa melodia relativamente simples.

    7. No Name #4

    É a que eu menos gosto melodicamente do disco, apesar de ser excelente ainda assim. Elliott como sempre, abusou dos pronomes, e não há um trecho em clímax como as outras No Names anteriores. Apesar do Elliott ter dito muitas vezes não colocar muito de sua biografia em suas canções, há vários chutes. Eu particularmente, me intrigo com o trecho:

    "don't tell, okay? let's just forget all about it"

    por motivos próprios.

    8. Last Call

    Pra mim, é uma das mais fortes. E a única canção do primeiro disco que estrapola os 4 minutos. Pela minha preferência por músicas com tempo maior, me chamou a atenção logo em minhas primeiras audições do disco. Começa com o pesado trecho

    "he was sick of it all, asleep at home"

    Possui uma interpretação bastante significativa. E seu trecho principal:

    "i wanted her to tell me that she would never wake me"

    a qual Elliott repete intensivamente no final. É nesta canção que ele talvez mostra seu lado mais sombrio e da sua profunda depressão.

    9. Kiwi Maddog 20/20

    Compõe junto com "Bye" e "Ostriches & Chirping" suas canções instrumentais de seus albuns de estúdio (pra não citar o resto de seu material). Obviamente, muito mais complexa que as outras 2, encerra o album numa excelente maneira de representar o cd, mesmo sem letras.
  • Compatibility score with my friends:

    Dic 3 2010, 8:57

  • Como era meu gosto musical natal passado...

    Dic 24 2009, 20:34

    Top Artists for the week ending Sunday 28 December 2008

    1 The Smiths 108
    2 Many Farms 69
    3 Bert Jansch 55
    4 My Bloody Valentine 41
    5 近藤浩治 24
    5 Elliott Smith 24
    7 Johann Sebastian Bach 19
    8 Keiji Haino & Tatsuya Yoshida 17
    9 Nick Drake 16
    9 Masonna 16

    enfim, meu gosto não mudou muito, ainda continuo ouvindo essas mesmas coisas.
  • Os 10 melhores hits POP que eu ouvi em 2009

    Ott 15 2009, 4:35

    Pop não é um dos meus gêneros favoritos, mas algumas músicas sempre nos pegam, estamos ligado a pessoas e ao mundo o tempo inteiro, não tem como elas passarem despercebidas, quando vemos, já estão completamente em nossas mentes.

    1. Black Eyed Peas- I Gotta Feeling
    Essa música em primeiro de tudo, por que é uma das coisas mais geniais que fizeram no pop. Mereceu de longe todo o sucesso (como a inesquecível apresentação na oprah), e é babado nas baladas. É o que eu escuto quando tô mal e preciso seguir em frente de algum jeito. Let's do it!



    2. Lady Gaga- Poker Face
    Não sei se é deste ano, mas que grudou, isto foi. Papapaker feis fez a cabeça da geral, e a minha também. Acho que foi provavelmente a música pop que eu mais escutei no ano e marcou Lady Gaga como uma das poucas artistas pops que eu respeito, atoron o perigón dela.



    3. The Pussycat Dolls- Jai Ho!
    Por que ela tocou na melhor balada da minha vida, e fiquei com a pessoa que eu tanto queria na época. Acho que sempre que ouvir jai ho vou lembrar do dia 16 de maio.



    4. Beyoncé- Halo
    A música balada-pop que eu mais ouvi. Não viciei tanto quanto a antiga Irreplaceable, mas o HALO HALO não saiu da cabeça por um bom tempo, e ainda consigo ouvir com o mesmo tesão.



    5. Shakira- She Wolf
    Marcou um dia também, talvez por isso eu goste tanto de escutá-la. Onde tiver, se tocar, danço.



    6. Crystal Castles- Alice Practice
    Era uma banda que eu achava tosca, e eu gostar não faz ela deixar de ser rs. Desde que vi no Skins fiquei instigado, daí foi ver o clipe dessa música no youtube que concretizou o vicio. É o combustível para os dias ruins na fila, no trânsito congestionado...



    7. The Ting Tings- Shut Up And Let Me Go

    Eu nunca dei atenção pra essa dupla, mas depois de uma festa de uma amiga de uma cidade perto, fiquei com vontade de baixar coisas eletrônicas. Essa música foi paixão a primeira audição, melhor que a 'that's not my name', a única que eu conhecia, que hoje gosto também.



    8. Britney Spears- 3
    Por que eu vicio em todos os singles da Britney? ): É minha artista favorita pop, 3 segue a mesma linha das antigas dela, e já é uma das minhas favoritas. Ótima pra animar aqueles dias de merda ou mesmo na balada.



    9. Jeffree Star- Lollipop Luxury
    É bizarro, mas essa música é legal demais. Me pego cantando as vezes no meio da rua 'hey you, fuck me, i'm celebrety, cant take your eyes of me'.



    10. Lily Allen- Fuck You
    Mais uma cantora que não curto, mas essa música ficou demais, principalmente os vídeos que fizeram com ela, que se encaixaram muito bem (:

  • 22/03/2009

    Mar 24 2009, 14:19

    Sun 22 Mar – Just a Fest
    Bem, eu ainda não escrevi nenhum jornal neste user. A estréia será com comentários sobre o incrível show do Radiohead em SP.
    Cheguei na fila 5h da manhã e pra minha surpresa, não havia quase ninguém. Foi duras e arduas horas até a abertura dos portões 14hrs. Aliás, quando chegou esse horário as filas já dobravam quarteirão, o que fez valer a pena chegar lá tão cedo.
    Quando abriram os portões, foi a verdadeiro corrida do ouro. Até mesmo os sedentários tiraram forças do além para correr e pegar seu lugar ao sol para o show. Eu consegui pegar a grade com muita corrida.
    Mas o esforço de correr e chegar cedo na fila não valeu nada pra mim, estava com uma vontade imensa de urinar, só aguentei até metade do show dos Los Hermanos, além de tudo, estavam todos me empurrando e eu mal conseguia me mover lá.
    Quando terminou LH, começou Kraftwerk. Esse eu assisti pouco, não satisfaz muito meu estilo, eu estava de longe acompanhando, no mais fiquei conversando com um amigo de são paulo, vi realmente só umas partes, tipo a da repetição do "The Machine".
    Quando começou Radiohead, reservei todas minhas atenções a ele. Foi emocionante, mesmo eu tendo parado de ouvir praticamente a banda faz 1 ano aproximadamente. Eu já estava bem longe da grade, mas não impediu de sentir toda a emoção. Começaram com 15 steps, como eu esperava. De resto, a setlist me agradou muito, só não me liguei em Talk Show Host, que foi bem estranho ter tocado. A grande surpresa foi tocar Exit Music. Quase chorei realmente na hora. Tocaram a maioria dos hits, a hora de Paranoid Android foi engraçado, após a música a galera continuou no clássico "rain down, come on rain down on me". E no final, crépi, a que todos esperavam. A galera toda gritava "I'M A CREEP, I'M A WEIRDO, WHATAHELL I'M DOING HERE, I DON'T BELONG HERE".
    Enfim, foi um bom show, queria ter ficado na grade, mas foi demais mesmo, até agora não vi ninguém reclamando do show, visto que Radiohead ao vivo é simplesmente lindo, tanto que me fez voltar a ouvi-los novamente. Este dia ficará marcado.