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  • Sia

    Lug 23 2006, 1:39

    Não sei o porquê, mas acho que mais mulheres deveriam acordar cantando - elas parecem só existirem em filmes ou comerciais. Na real, poucas coisas são mais sexies que voz de uma mulher bonita ao acordar, seguida de um sorriso. O mega-preâmbulo é pra tentar explicar o motivo de eu adorar a voz de Sia.

    Sia Kate Isobelle Furler é uma australiana que faz boa parte dos vocais do descolado duo Zero 7. Todo seu charme está no fato de ela cantar com uma preguiça deliciosa (não confundir com preguiça Caymminiana). Na verdade, os melhores trabalhos dela são emprestando a voz ao Zero 7, afinal, porque os caras têm uma produção foda. Mas o último disco dela, "Colour the Small one" é bem legal também, just to chill out. Aliás, a moça é jogada no megabalaio de "chill-out music", mas é bem mais. É só ver o último disco do Zero 7, o fresquíssimo The Garden, que valeria apenas por The Pageant of the Bizarre, pela agora queridíssima Sia.

    Speed Dial No. 2
    Somersault
    Distractions
    The Pageant of the Bizarre
  • Cibelle

    Lug 18 2006, 1:57

    Continuando a série "my divas", vamos à Cibelle. Me lembro exatamente quando ouvi sua voz pela primeira vez. Estava na lojinha do museu dos Correios, no Rio, ano 2000, quando ouvi o CD do falecido Suba, "São Paulo Confessions". Comprei logo o CD e ouvi bastante, pela bossa-eletrônica-não-Fernandoportiana regada com a voz de uma tal Cibelle - o nome aparecia pequeno no encarte.

    Li em algum lugar que ela tinha lançado um CD na Inglaterra, mas só fui conseguir ouvir este ano. O primeiro disco é bem difícil de encontrar e é meio irregular, mas tem a sensacional Só sei viver se for no samba, o melhor samba muderno que já ouvi.

    Do segundo, recém-lançado no Brasil, há mais coisas interessantes. Canções, onde predomina a voz mesmo, mas permeada de barulhinhos delicados e deliciosos. Na ótima versão de London, London, há uma ambientação que vai além do violão gostoso, com o barulho de pessoas andando (em Londres, presume-se), carroças, sinos e o gente-boa Devendra Banhart, que até tem um quê de Caetano, mas sem a afetação do baiano em tempos recentes.

    Outra que eu gosto muito nesse disco é Instante de Dois. A música é bonitinha, mas é mais pela letra, resumo de relacionamentos pós-modernos que acontecem e terminam depressa demais.


    Ouça:

    London, London
    Instante de Dois
    Sao Paulo Confessions
  • Jumpers

    Lug 17 2006, 4:32

    Suicídio é um assunto "touchy", como dizem na gringa. Mas há uma música que eu tenho ouvido compulsivamente que é a definitiva daquele suicídio romântico, maluco, de "viva seu último dia", "dê seu último salto", etc. O cenário é bonito: a Golden Gate Bridge, a letra é desesperada.


    The sky is blue most every day
    The lemons grow like tumors they
    Are tiny suns infused with sour

    Lonely as a cloud
    In the Golden State
    "The coldest winter that I ever saw
    Was the summer that I spent..."


    Quem vê limões como tumores são as meninas do Sleater Kinney. Elas fizeram um dos meus discos favoritos para animar festas descoladas, All hands on the bad one, de 2000, que vale ser ouvido na íntegra. E anunciaram semana passada que não vão tocar mais, ao menos por um tempo. Antes disso, soltaram um disco pesado, interessantíssimo, chamado The Woods, da qual saiu a pérola Jumpers. É o que o punk-rock pode chegar, com emoção mas longe de ser emo. Check it:


    Jumpers
    All Hands On the Bad One
  • Feist

    Lug 16 2006, 15:08

    Há um mês e meio, o Práxis veio no MSN: "Two words: Leslie Feist". Baixei duas músicas, amor à primeira audição. E curiosamente no mesmo dia vi uma propaganda da Lacoste com o "hit" dessa querida canadense: Mushaboom.

    Depois arrumei o disco inteiro, lançado sem muito barulho no Canadá ao fim de 2004. A primeira faixa, Gatekeeper, voz, violão e um glock, tem falsetes e e escorregadas no dedilhado ultra-sexies. Outras bacanas são Let it Die, uma cover qualquer dos anos 80, que é de uma tristeza cortante (Só pelo título... Deixa morrer!" e Now at Last, que é como as músicas de filmes românticos dos anos 70 e 80 gostariam de soar se não fossem... antigas. Acho que foi a única música que me fez chorar, só pela música mesmo, em muito tempo. Que rapazote sensível...

    Mas para resumir, como disse o João, Feist "é tipo Cat Power, mas é gata, e não-bêbada". Confira aí.

    E ela foi uma das razões pra eu recobrar meu interesse por descobrir música. O fato de eu perder meu HD com 70 gb de MP3 também ajudou. :)

    Enjoy:
    Mushaboom
    Gatekeeper
    Let It Die
    Now at Last
  • First and foremost

    Lug 16 2006, 3:02

    - sorry good foreign fellas, this is a portuguese journal -

    Me inscrevi nesse bagulho há quase um ano, mas nunca prestei a devida atenção. É realmente interessante. Ainda não aprendi como funciona tudo, mas vou fazendo mini-resenhas de coisas interessantes que eu conheci por aqui ou alhures. Vamos começar com...