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  • Wagner Fulco e Steve Vai unem forças, e Porão 365 irá gravar em Los Angeles

    Feb 23 2011, 3:43

    Após tocar por todo o país, vencer o Festival Coletânea de Bandas e conquistar vários prêmios da música independente, no mês de março a banda Porão 365 irá embarcar para Hollywood, Califórnia (Estados Unidos) para entrar em estúdio e gravar o sucessor do álbum 'Vai Se Lembrar de Mim'.

    E, para este novo CD, há grandes novidades! A banda terá a produção do renomado produtor Wagner Fulco, na cidade de Los Angeles. Wagner é um respeitado produtor brasileiro que trabalha na Califórnia há mais de 15 anos com produção e gravação de artistas e filmes, e já trabalhou com grandes nomes como Alanis Morissette, Alice in Chains, Antonio Bandeiras, Bod Dylan, Akon, Guns n' Roses, Will.I.Am, Pepeu Gomes, Snoop Dogg e Alejandro Sanz, entre outros. Ele é proprietário dos Wavaflow Studios, sendo que um deles foi montado na casa que um dia pertenceu à brasieira Carmen Miranda, em Hollywood.

    Mas as novidades não param por ai. Wagner Fulco uniu forças com ninguém menos do que Steve Vai, um dos maiores guitarrista da história, vencedor do Grammy com a música 'Sofa' e nomeado pelo Musicians Institute (MI) doutor em música. O Porão 365 irá gravar em um dos estúdios Wavaflow, o Mothership Studios, de propriedade de Steve Vai, onde o guitarrista gravou todo o álbum 'Alien Love Secrets' e partes dos álbuns 'Passion and Warfare', 'Sex & Religion' e 'Fire Garden', entre outros.

    Informações sobre a banda Porão 365: http://www.deouvidos.com/porao365
  • O QUE UMA PROFESSORA DE CANTO LÍRICO DIRIA SOBRE VOCALISTAS DE HEAVY METAL?

    Ott 28 2010, 19:54

    Fonte: Invisible Orange

    Vocalistas analisados: Bruce Dickinson, Dio, King Diamond, Ozzy Osbourne e Rob Halford.

    Se você é um(a) cantor(a), você deveria estar seguindo o blog de Claudia Friedlander. A professora de canto, que mora em Nova Iorque, dá sábios conselhos não apenas para cantores de todos os tipos, mas também para músicos e pessoas em geral.

    Apesar de pelo menos um de seus alunos cantar Metal, Friedlander não sabe nada sobre o gênero. Nós imaginamos o que ela pensaria de alguns dos mais clássicos cantores de Metal – a base do estilo. É raro encontrar alguém que não esteja familiarizado com nenhum destes cantores. Sua perspectiva seria única, livre de uma bagagem cultural.

    Nós enviamos a ela cinco canções não identificadas e seus comentários seguem abaixo. Também incluímos as reações iniciais dela, enviada para nós assim que ela escutou os cantores.

    1. Bruce Dickinson
    Iron Maiden: “The Number of the Beast” (1982)

    Primeira reação: “Os dois primeiros caras são tão impecáveis, que apresentam, cada qual a seu jeito, um manifesto de como cantar bem, independente de gêneros musicais”.

    Não tenho nada que não seja admiração por este cantor. Ouçam como ele começa com um suave rosnado, e então muda sem problemas para um som alto e cheio, com bastante sustain, que evolui sem esforço a um longo grito! Sua dicção é facilmente inteligível, independentemente do que está cantando e do efeito que busca. Ele consegue cantar as letras de forma ritmicamente intensa sem perder o “ligado” e a dinâmica musical, algo que muitos cantores clássicos lutam para conseguir, especialmente quando interpretam os vários “staccato” e acentuações que misturam os registros de Bellini, Donizetti, etc.

    Algumas observações para os leitores:

    Há uma intensidade visceral e dramática conduzindo esta perfomance. Muitos cantores de Rock e Metal são tenores que alcançam tons muitos mais altos e por muito mais tempo do que os requisitados pelos tenores de ópera. E não é a apenas o microfone que torna isto possível. Estes caras estão cantando com tudo que têm e com um comprometimento incrível. A intenção é uma coisa muito poderosa.

    Notem a “irritação” que ocasionalmente colore seu som. Este é um efeito totalmente diferente de uma tensão – toda sua laringe e garganta precisam estar completamente soltas e livres para responder deste jeito. Em alguns dos exemplos a seguir, vocês escutarão cantores fazendo suas vozes soarem deliberadamente mais fracas, estridentes, anasaladas ou “rudes”. Se eles sabem o que estão fazendo, podem fazer todos estes efeitos sem resistências ou problemas. Você pode ver a diferença da mesma forma que faria com um cantor clássico – o canto livre é como uma massagem, enquanto que o canto específico faz você apertar a própria garganta.

    2. Ronnie James Dio
    Black Sabbath: “Falling Off the Edge of the World” (1981)

    Este é mais um ótimo cantor. Sua voz é tão naturalmente ressonante – ele me lembra o Freedie Mercury. Assim como o primeiro cantor, ele canta com um “ligado” perfeito, dicção clara e vibração orgânica e consistente. Ele organiza seu espaço de ressonância para criar um leve rosnado, sem apresentar qualquer resistência à sua respiração. Você pode perceber o quão saudável é sua performance, através da forma em que ele entra e sai de breve momentos de harmonia com entonação impecável.

    3. King Diamond
    Mercyful Fate: “Gypsy” (1984)

    Reação inicial: “Há alguns inoportunos truques de estúdio que me fizeram pensar que havia mais de um cantor, porque eles editaram as partes em que ele muda de um canto cheio para aquela coisa maluca de contra-tenor que ele faz (imagino que ele faça isso ao vivo o tempo todo); como ele sai de um para o outro e o que faz dele incrível, e eu quero escutá-lo mudando de um para o outro”.

    Aqui está um canto impressionante. Ele começa com uma voz tenor cheia, carregada de “choros” a la “verismo”, e então muda para um tom ultra-alto em um contra-tenor bem focado, alternando estas duas abordagens ao longo da canção, algumas vezes na mesma frase. Mas não apenas eu não entendo uma única palavra que ele está dizendo, eu nem ao menos sei qual a mensagem ou emoção geral a música deveria ter. Há uma verdade que serve para a música clássica e para qualquer outro estilo: não há necessidade de sacrificar a comunicação em prol de ótimos efeitos como este. Tudo que eu ouço é virtuosidade. No início é legal, mas então fica entediante, e você não deveria se entediar ouvindo Metal.

    4. Ozzy Osbourne
    Black Sabbath: “War Pigs” (1970)

    Reação inicial: “O quarto cara é apenas um mau canto de garganta… Minha garganta se encolheu só de escutá-lo. Quanto tempo durou a carreira dele”?

    Este é um cantor com dicção decente e bons instintos musicais, mas nenhuma noção de técnicas de vocal. Ele está forçando demais as cordas vocais, enquanto deixa fluir ar suficiente para que elas consigam falar, mas sua garganta está tão forçada que não há ressonância. Sua pontuação rítmica das letras é muito perturbadora, em contraste com o primeiro cantor, que apresentou a letra com acentuações rítmicas que encaixaram, ao invés de tirar um pouco da fluência da música e da poesia. Minha garganta dói tanto só de escutá-lo, que fiquei tentada a perguntar quanto tempo a carreira dele durou antes de sumir ou de ter necessitado uma cirurgia. Todo o espectro de seu canto está contido dentro de uma única oitava – com a exceção do momento quando ele grita “oh, Lord!” num tom mais alto, em minha opinião o único momento de canto livre em toda a música.

    5. Rob Halford
    Judas Priest: “Dreamer Deceiver” (1976)

    Reação inicial: “O último cara é super talentoso e é o único no qual realmente gostaria de pôr as mãos. Ele demonstra várias técnicas loucas, mas elas não estão bem integradas. Isto não importa muito, porque ele é muito comprometido, expressivo e musical, mas eu poderia ajudá-lo a fazer melhor e mais facilmente”.

    Este cantor possui um fabuloso espectro de cores e efeitos vocais para escolher. Sua dicção é fácil de entender e seu fraseado é lindo. Ele começa em um tom tão alto, bonito e ressonante, que me surpreendi ao escutar o quão baixa sua voz verdadeira é quando ele começa a cantar desta forma. Claramente ele canta, de alguma forma, com a laringe elevada quando começa a parte alta, e mais tarde na canção, quando ele muda para um canto mais estridente ou um grito, você nota que sua laringe está numa posição muito mais alta novamente. Os tons altos e os gritos são ótimos, mas eu acho que seria mais impactante se ele dominasse uma técnica vocal que lhe permitisse integrar melhor todas as coisas que ele faz tão bem, primeiramente com o objetivo de incorporar a profundidade e a ressonância de sua natural voz baixa às partes mais altas. Ele é o único dos cinco que eu realmente gostaria que viesse visitar meu estúdio em algum momento.
  • Banda Esqueletor

    Ago 5 2010, 18:48

    Esqueletor

    Hard’n Roll, Heavy’n Roll, Hard’n Heavy. Chame do que quiser, mas o que o Esqueletor faz é um baita Rock’n Roll cantado em português, relembrando bandas como Golpe de Estado, por exemplo.São quatro faixas na demo, com mais três bônus da demo Pilantropia de 99: Sub-humanos, Pense e Pilantropia. Formação: Paulo Saul (G/V), Leandro (B) e Randal (D). Baita banda que deve continuar na sua rota fazendo o que mais sabe. Nosso país precisa resgatar este Hard Rock’n Roll pioneiro, tão esquecido nos dias de hoje." (RS) - Site Rock Underground "São apenas três músicas (Sub-humanos, Pense e Pilantropia), e vocais que lembram o Heavy Metal do início dos anos 80, principalmente o do Blackie Lawless do WASP! O som é bem Rock'n'roll, pesadão, com guitarras marcantes e mortais. É a típica banda de metal tradicional. Quer dizer, no release fala-se em três músicas, mas a fita possui muito mais.(...) Vale a pena conferir. É pesado e faixas bem construídas." (CN) - revista METALHEAD - Nº 34 "Muito bom trabalho desse grupo do interior de São Paulo. Heavy Metal potente, de gabarito, com excelentes riffs de guitarra e belíssimas construções melódicas. No geral lembramuito o rock nervoso que o WASP fazia em início de carreira. Cantando em português, o Esqueletor tem todos os requisitos para se tornar uma banda de destaque no cenário heavy.(...) Aparando as arestas, o resto é detalhe. (FSF) - revista ROCK BRIGADE - Nº 167

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