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  • Bandas que já vi ao vivo

    Set 13 2012, 15:00

  • Aerosilva em São Paulo 2010

    Giu 5 2010, 1:19

    Sat 29 May – Aerosmith - Cocked, Locked, Ready To Rock Tour

    Originalmente publicado em http://stayschizo.wordpress.com/2010/06/03/aerosilva-em-sao-paulo-2010/

    Abril de 2007. Eu, um pequeno jovem intusiasta do hard rock, saí de Curitiba para São Paulo e adentrei o estádio do Morumbi para aquele que seria meu primeiro show. E começaria em grande estilo: nada menos que o Aerosmith, a banda setentista que não darei o trabalho de aqui apresentar. E de “bônus”, abertura simplesmente com o Velvet Revolver, uma das melhores bandas da década passada, que estava prestes a lançar seu segundo álbum Libertad e tocou algumas de suas novas músicas.

    Show lindo, com músicas que eu adoraria ouvir e que não haviam tocado nas últimas turnês (Falling In Love (Is Hard on The Knees), Janie’s Got A Gun). Ficou a confirmação que o Aerosmith era uma das melhores bandas do rock and roll e tive a felicidade de vê-los enquanto existem.

    Passam-se três anos, a banda continuou com suas promessas intermináveis de um novo álbum, Steven Tyler cai do palco, conflitos internos até dizer chega, boatos de substituição de Tyler. Eu já achava que era questão de tempo para o Aerosmith pendurar as chuteiras, levando em conta tantos esses fatores citados como a idade levemente avançada de seus integrantes. Aquele show passou a ter um valor ainda mais especial, pois seja lá no que terminasse essa história, pelo menos eu tive a oportunidade de presenciar o espetáculo desses caras.

    Eis que para minha surpresa, chego em casa certo dia e me deparo com a notícia “Aerosmith marca show em São Paulo”. Levei alguns momentos para processar. “Como assim?” “Eles ainda tão aí?” “Não tavam cheios de mimimi?” “Marcaram show, e logo aqui no Brasil?” foram alguns dos pensamentos. Mas a notícia era clara e confirmada: o Aerosmith marcou uma turnê pela América do Sul e Central, incluindo um show no Palestra Itália, em São Paulo, no dia 29 de maio. Posteriormente foi adicionada uma data em Porto Alegre, dois dias antes.

    Vamo lá então.

    Na tarde de sábado, lá estou eu, nessa vez no Palestra Itália. Ao entrar no estádio está soando das caixas de som New Moon Rising do Wolfmother, e imagino que até o som de aquecimento é bacana. Mas essa foi praticamente a única coisa decente que lá tocou, pois depois disso até 50 Cent teve. Naturalmente, ofensas ao DJ partiam de todas as partes do estádio.

    Às oito horas entra em palco a banda de abertura, o Cachorro Grande. Nunca tinha ouvido, e fiquei até em dúvida se era essa a banda ou a outra que anunciaram que iria abrir os shows, cujo nome já esqueci. Naturalmente, no quesito abertura, já estamos bem atrás do show de 2007. O Cachorro Grande me pareceu até que bacana, mas eu não estava com vontade alguma de ouvi-los e não via a hora de terminarem pra atração principal chegar. E parece que até o vocalista do Cachorro achava isso, pois não poupou falar do Aerosmith. Nunca vi tanta babação em um show de abertura.

    Enfim, eles saem do palco e a partir daí é só ansiedade maior a cada momento. Até que, passado pouco das 21h40, apagam-se as luzes do estádio e uma bandeira enorme fica à frente do palco. Chegou a hora.

    Checando os setlists dos primeiros shows da turnê (mas apenas de leve, pra não ir sabendo tudo), vi que a banda a cada dia abria os shows com uma música diferente. E uma dessas músicas era Eat The Rich, uma das que eu mais queria como abertura e que senti falta no show anterior. Portanto, minha torcida era para que assim começasse aqui o show.

    Eis que em meio a euforia da iminência do show começar, surgem batidas bem características dos amplificadores. Lá estava. Eat the Rich.

    Terminada a música e sem tempo para descanso, começa uma levada lenta e que vai crescendo lentamente. Outra das músicas que não ouvi no show anterior e eu precisava ouvir: Back in the Saddle. Sim, nesse ponto já deu pra perceber que o Aerosmith estava no comando. De novo.

    Segue a música que abriu o show de 2007: a indispensável Love in an Elevator. Gritar “… oh! … oh yeah!” é característico dos shows do Aerosmith e é uma das experiências mais felizes que se pode ter.

    Depois temos duas músicas do Nine Lives: Falling In Love (Is Hard on the Knees)(possivelmente a música que mais ouvi na vida) e Pink, que deixou o estádio mais meigo com sua melodia bacana e a iluminação rosa.

    Antes que alguém pudesse respirar, Steven anuncia o tecladista Russ Irwin que inicia Dream On, outra daquelas indispensáveis. Cada trecho da música arrepia. Demais. Assim como Livin’ on the Edge, e com o gesto eterno de Steven na hora do “again and again…”

    A cada música executada os tais problemas que tanto se noticiavam sobre a banda parecem ter sido apenas uma ilusão. Em cima do palco os cinco vovôs continuam em harmonia e tocando como nunca.

    Vem a meiga Jaded e então uma surpresa total: de Draw the Line, 1977, como anunciou Steven, resgatam Kings and Queens. Essa é daquelas coisas que você não imagina que vão acontecer. Em seguida uma sequência sem dó do público: Crazy e Cryin’, uma atrás da outra, é para encerrar essa parte mais lenta do show. E bem fechado.

    Joey Kramer faz um solo de bateria, que conta até com a participação de Steven Tyler, e a banda toca outra antiguidade, Lord Of The Thighs, onde Joe Perry e Brad Whitford tiram um tempo para si e mostram suas habilidades. Em seguida, o famoso Mr. Joe Fuckin’ Perry (que, diga-se de passagem, está com um visual meio lamentável) faz um rápido duelo contra sua contraparte no Guitar Hero e vence, mostrando que o real é o que há, e então canta a blueseira Stop Messin’ Around, sempre contando com a participação de Steven Tyler na gaita.

    Quando se achava que não haveria mais baladas, Russ Irwin começou a tocar aleatoriamente. Pensei: “é, não adianta, tocarão a música do filme”. Steven volta e começa a cantar, mas o que se vê é What It Takes, em um dos momentos mais bonitos do show. Após cantar alguns versos de a capella, o público toma a voz para si e canta boa parte, para então a banda continuar magistralmente.

    Tom Hamilton toma a vez no palco para introduzir Sweet Emotion, outro clássico. Além do baixo, eu acho os riffs dessa música simplesmente demais. E para completar, Perry ainda toca no famoso theremin, um instrumento curioso para engenheiros como eu.

    Vem então Baby, Please Don’t Go (cover do AC/DC!! disse o cara do meu lado). Eu particularmente acho que só uma música do Honkin’ On Bobo estaria bom, mas tudo bem. Não é possível reclamar de algo específico quando se olha pra um show desses inteiro. Para fechar o set principal, Draw the Line e seu riff eterno.

    A medida que iam as últimas músicas, a moça do meu lado se lamentava cada vez mais com o pai. “Aff, não vão tocar, já tou vendo”, foi o que ela disse mal humorada enquanto eu curtia a banda arregaçando com Draw The Line.

    Depois da breve parada para o bis, a banda volta com a eterna Walk This Way. A moça deu uma animadinha quando tocaram o riff, mas logo cansou de novo. Terminada Walk This Way, enquanto eu já esperava Train Kept A Rollin’ para encerrar, eles tocam Toys in the Attic!!!! Encerramento mais perfeito impossível.

    Enquanto eu tava lá, TOYS, TOYS, IN THE ATTIC TOYS, a guria, já desacreditava da vida, desabafava para o pai: “aff, tá sentindo a decepção?”
    Coitadinha, ficou sem a música do meteoro…

    E assim, em duas horas que parecem ter durado 30 minutos, infelizmente o Aerosmith se foi. O que sobrou foi a vontade de “quero de novo” e a certeza que a banda não está morta, longe disso. Um show simplesmente sensacional, com tudo que se espera de uma banda com quase 40 anos nas costas, onde a idade não parece ter efeito.

    Agora é aguardar o que eles farão, esperando que aproveitem todo o tempo possível ainda pela frente. ^A^!
  • Melhores (ou não) discos de 2009

    Dic 28 2009, 14:44

    Originalmente publicado em http://stayschizo.wordpress.com/2009/12/28/melhores-ou-nao-discos-de-2009/

    2009 foi um ano de grandes lançamentos musicais – em quantidade e qualidade. Eu como sou curioso acabo por ouvir desde os lançamentos esperados a tudo que vejo pela frente e imagino ter uma chance de ser interessante, o que não raramente me traz boas surpresas. Mas esse ano acabou sendo mais do que o normal, pois é de longe o ano que mais tenho produções sonográficas para desfrutar.

    O certo seria eu fazer um review decente e exclusivo para cada álbum, mas como tenho preguiça, acabo deixando pro final do ano. Mas ano que vem tentarei mudar! (já disse isso algumas vezes) Então, como tá tudo aí, não farei resenhas muito completas.

    Resolvi então escrever sobre tais lançamentos. Como tem muita coisa e não tenho forças pra falar de tudo, resolvi fazer primeiramente um Top 18 dos melhores do ano, e adiante mais alguns comentários diversos. Por que 18? Porque deveria ser um Top 20, mas fiquei com preguiça de escrever sobre os dois últimos… (a saber, seriam: Diablo Swing OrchestraSing Along Songs for the Damned & Delirious, e HolleradoRecord In A Bag)

    Comecemos pelo ranking. Não foi difícil fazê-lo. Seria difícil se eu fosse realmente ouvir tudo com cautela, avaliar cada ponto, ver os defeitos. Foi uma ordem feita casualmente, seguindo o que meu gosto diz. Portanto não é algo pra ser realmente levado a sério, até porque eu mesmo fico em dúvida com certas posições (por exemplo, qualquer um dos cinco primeiros poderia ocupar a primeira posição; tudo depende do meu humor). Além disso, música é algo que se gosta aos poucos. Um álbum que eu não tenha dado a devida atenção (ou sequer conheça) pode ser o primeiro daqui uns anos… Portanto, não leve a ordem tão a sério.

    18. U2No Line on the Horizon
    Eu esperava bem mais desse novo do iu tiu. Não sou um grande fã deles, mas apesar de tentar acabei por não simpatizando muito com esse álbum no geral. Ainda mais de todo o blábláblá por cima do álbum antes de seu lançamento (ohhhhh fomos pra Ìndia ou whatever, fizemos sexo tântrico com os nativos e aprendemos técnicas milenares de música, estamos muito inspirados e vai ser o melhor álbum de todos os tempos). Mas há bons momentos: No Line on the Horizon, que tem uma sonoridade mais alternativa e ficou legal, Unknown Caller, I’ll Go Crazy If I Don’t Go Crazy Tonight. Simpatizo também com o primeiro single, Get on Your Boots, música direta e divertida. Mas o maior destaque realmente é Magnificent, grande música.

    17. Joe PerryHave Guitar, Will Travel
    Outro álbum que eu esperava muito mais é este, que é o segundo solo do grande guitarrista do Aerosmith Zé Pereira (desconsiderando o Joe Perry Project). Numa primeira ouvida, achei bem fraco e até mesmo ruim, mas dando mais uma chance percebi que há boas coisas ali. A primeira faixa, We’ve Got A Long Way To Go, é bem simpática. Slingshot, a baladinha Do You Wonder, a divertida Somebody’s Gonna Get (Their Head Kicked In Tonite) e Scare the Cat são alguns outros destaques. No geral é um bom álbum, mas eu dou essa posição baixa pois esperava algo mais rock and roll ou mesmo blues sem frescuras (talvez algo no estilo do álbum Honkin’ on Bobo), mas esse vocal distorcido do Perry em praticamente toda música que ele canta (por sorte um vocalista encontrado no YouTube (!!) canta em algumas) é realmente chatinho. Pra mim repetiu os mesmos erros do álbum anterior dele, de 2005.

    16. QueensrÿcheAmerican Soldier
    Conheci o Queensrÿche apenas esse ano (o que me fez perder o show deles aqui ano passado, que dificilmente se repetirá, devido ao minúsculo público lá presente), mas devia tê-lo feito antes, pois é uma grande banda. Não conheci a fundo ainda, na verdade, mas chegarei lá. Porém eles estavam capengando, vindo do decepcionante Operation: Mindcrime II, de 2006. Se conseguiram superar esse antecessor? Certamente. Mas não produziram nenhum novo clássico; longe disso. O álbum é irregular, dividindo grandes momentos (Sliver, Unafraid e principalmente Man Down!) com algumas coisas de qualidade duvidosa (The Voice, Remember Me, Home Again).

    15. The Black CrowesBefore the Frost…
    Definitivamente o The Black Crowes não é a mesma banda dos primeiros álbuns. No lugar das músicas divertidas e com guitarra forte, hoje predominam arranjos mais leves, mais violões e piano. Mas a qualidade continua! Apesar de eu não ter simpatizado de imediato com este novo álbum (assim como o anterior, Warpaint), aos poucos fui acalmando e encontrando boas músicas. Esse álbum (assim como o outro lançado ao mesmo tempo, … Until the Freeze, que não se encontra nesse top) foi gravado ao vivo em estúdio, para uma pequena platéia. Seria difícil perceber isso, não fossem os sons da platéia ao final de cada música, pois a qualidade é realmente boa e você imagina ser um álbum normal de estúdio. Observando todos os detalhes das músicas, percebe-se mais ainda como o álbum é bem feito. É um disco legal de se ouvir em qualquer momento, devido ao seu clima leve. Destaques para Been a Long Time (Waiting on Love), Good Morning Captain, Houston Don’t Dream About Me e, principalmente, I Ain’t Hiding.

    14. GotthardNeed To Believe
    O Gotthard é uma banda padrão. Desde 99 eles lançaram álbuns em todos os anos ímpares. Mas o principal: sempre com qualidade! A banda suíça, infelizmente não muito conhecida, faz um hard rock decentíssimo e de bom gosto. O álbum desse ano é Need To Believe, e mantém o padrão: músicas muito boas, pesadas e com sonoridade que poucas bandas de hard rock ainda mantém hoje. É difícil fazer destaques, pois o álbum todo mantém uma boa qualidade, mas ficam entre as melhores: Break Away, Unconditional Faith, Rebel Soul e Unspoken Words.

    13. Lynyrd SkynyrdGod & Guns
    Eu fiquei com um pé atrás antes de conferir esse lançamento do Lynyrd Skynyrd, pois eu tenho um certo receio de bandas que mudam sua formação como mudam de roupa (do atual Lynyrd Skynyrd, apenas um membro é do line-up original), e também porque achava que a banda já deu o que tinha que dar. Porém eu fiz bem ao ouvir o álbum, pois é muito bom! De fato é diferente da banda que fez sucesso nos anos 60 e 70. Variando desde músicas mais leves (acho que é isso que chamam de southern rock) como Still Unbroken, Southern Ways e That Ain’t My America, até estilos mais festivos e próximos do hard rock, como Skynyrd Nation e Comin’ Back For More. Enfim, qualquer que seja o estilo, o que importa é que o álbum é de grande qualidade, valendo sem dúvida a ouvida.

    12. Bruce SpringsteenWorking on a Dream
    Brução Springsteen, o The Boss, vem fazendo nessa década uma carreira fenomenal: os álbuns The Rising, Devils & Dust, We Shall Overcome: The Seeger Sessions e Magic são todos excelentes. E para encerrar a década, ele solta mais um: Working on a Dream. Talvez não seja tão bom quanto os anteriores (de fato, fica atrás do anterior, o excepcional Magic), mas é ainda assim uma grande produção. Os maiores destaques do álbum ficam em suas extremidades: o ínício com a épica Outlaw Pete e o encerramento com a bonus track The Wrestler, música-tema do filme O Lutador, que rendeu o Globo de Ouro a Springsteen. O álbum tem alguns momentos baixos (Kingdom of Days, The Last Carnival), mas em geral é coeso e passeia por vários momentos: as belas e calmas Working on a Dream e Tommorow Never Knows, as animadas My Lucky Day e Good Eye. Enfim, um belo álbum acrescentado à já formidável discografia do Boss.
    BÔNUS: Outlaw Pete possui uma grande semelhança com I Was Made For Lovin’ You, do Kiss.

    11. The AnswerEveryday Demons
    The Answer é uma das bandas mais decentes surgidas nos últimos anos. A banda vem da Irlanda do Norte e estreou em 2006 com o grande álbum Rise. Seu estilo: hard rock do mais simples e direto, com influências de blues, lembrando às vezes os primórdios do The Black Crowes. E tanto como esse novo álbum como o de 2006 mantém essa qualidade do início ao fim. Essa banda certamente tem futuro, e fico fortemente no aguardo dos próximos lançamentos. Difícil fazer destaques nesse álbum excelente, mas para citar algumas ficam as violentas Dead of the Night, Too Far Gone, e a saideira Evil Man.

    10. WolfmotherCosmic Egg
    O Lobomãe surgiu em 2005 com um grande debut e logo se tornou famoso. Ok, um monte de banda faz isso, restava aguardar pelo segundo álbum pra ver como ficava. Porém a banda teve problemas, trocou uns integrantes e o escambau, e enfim esse ano saiu o novo álbum: Cosmig Egg. Assim como o nome estranho, também é a música do Wolfmother. Com seus timbres de guitarra alternativos e a voz bizarra do vocalista Andrew Stockdale, a banda seguiu a premissa do primeiro álbum e não decepcionou. Com a adição de um novo guitarrista as músicas tomaram um certo peso, o que é percebido em várias músicas. E falando em várias músicas, o álbum conta com 16 faixas em sua edição expandida. E o principal é que basicamente não há músicas ruins no álbum. Mas há de se destacar: New Moon Rising, Cosmonaut, a faixa-título, White Feather, entre outras. Um álbum pra ser apreciado do começo ao fim. E que Stockdale e cia. continuem na ativa.

    9. MegadethEndgame
    Ano passado o Metálica voltou a ativa e lançou o decente Death Magnetic. Faltava, então, ver o que o Megadéti faria em reação a isso. Pois saiu o aguardado Endgame, e foi uma resposta a altura. Apesar de eu particularmente preferir o álbum do Metallica, este aqui é uma bela aula de metal nervoso from hell. O álbum começa com a instrumental e absurdamente foda Dialectic Chaos, e então emenda com a mesma potência em This Day We Fight!. Que sequência, caros, que sequência. Aqui já se percebia que O Megadeth tinha voltado a fazer coisas boas, o que tinha ensaiado no disco anterior, United Abominations. O álbum segue em alto nível com 44 Minutes e 1,320, e conta com mais petardos como How The Story Ends e The Right To Go Insane. Mas o destaque absoluto é Head Crusher. Cara, que música. Vou nem falar nada. HEAD CRUSHER.

    8. Bon JoviThe Circle
    Não importa o quanto eu fale dos outros álbuns, sejam acima ou abaixo deste no ranking, no final o que eu mais ouvi dessa lista foi o do Bom Jovem. :D No geral eu gostei dele, acho que é melhor que o anterior, Lost Highway, mas não tem chance de se tornar um novo clássico ou qualquer coisa assim que sempre dizem quando eles lançam um álbum novo. Eu duvido fortemente que algum dia lancem algo que chegue perto dos quatro eternos (Slippery, Jersey, Faith, These Days), até porque o estilo é bem diferente. Mas nada impede que eu goste dos novos lançamentos. E nesse aqui temos várias coisas boas: o primeiro single e faixa 1, We Weren’t Born To Follow, é facilmente cativante e divertida. Já na segunda faixa temos uma espécie de balada! O que nunca aconteceu numa faixa dois do Jovi. Mas não é qualquer uma: When We Were Beautiful tem uma atmosfera diferente do que a banda já fez, uma levada que cresce aos poucos. Realmente uma bela música para a coleção. Em seguida vem Work For The Working Man, mais uma daquelas que não parei de ouvir. O começo só no baixo e bateria (baixo copiado de Livin’ On A Prayer, mas relevemos) também é meio atípico para a banda. O refrão dessa música é muito viciante! E adorei também a parte do solo, com voz em cima.
    Em seguida vem a primeira balada de fato, Superman Tonight. Muito bonitenha. Em seguida vem a mais pesada do álbum, Bullet. Essa me lembrou a awesome Undivided, do Bounce, tanto em letra como no som. Enfim, eu poderia escrever um texto bem maior sobre esse álbum, mas pararei aqui porque não é o objetivo desse post. Por último, destaco também a bonitinha Love’s The Only Rule.

    7. Pearl JamBackspacer
    Nunca fui de ouvir Pearl Jam, no máximo tive uma aproximação com a grande trilha sonora do filme Into the Wild (Na Natureza Selvagem), do Eddie Vedder. Então vi que foi laçado esse novo álbum e resolvi ouvir. E fiz muito bem ao fazer isso, pois Backspacer é deveras divertido. Com músicas rápidas e alegres, nas quatro primeiras faixas o ouvinte já está conquistado. A partir daí o CD dá uma acalmada, voltando ao rock alegre em Supersonic. As demais partes do álbum lembram a trilha de Into The Wild, com momentos excelentes como Amongst the Waves e Unthought Known. Enfim, rock and roll simples e direto, o suficiente para uma boa música.

    6. EuropeLast Look At Eden
    Em 2006 eu fiz esse post (não reparem na linguagem, eu era mais criança do que sou hoje) para o falecido Quem Morreu?, e nele concluí que o álbum anterior do Europe, Secret Society, foi o melhor daquele ano. Hoje certamente mudei de idéia, apesar daquele continuar sendo um ótimo disco. O seu sucessor foi lançado esse ano e eu fiquei ansiosamente no aguardo. Last Look At Eden continua a proposta atual da banda, que eu acho extremamente válida, de um hard rock moderno sem fugir do estilo. A sonoridade deste está diferente da dos outros dois álbuns da banda desde seu retorno em 2004, mostrando que eles não tem medo de mudar. Aqui os teclados voltaram levemente, como na nova baladinha New Love In Town, mas sem ter a mesma relevância dos anos 80. Todas as músicas aqui são boas, mas deixo um destaque para Only Young Twice.

    5. Richie KotzenPeace Sign
    O senhor Kotzen é uma máquina de fazer música. Lança discos praticamente todo ano, e só nesse foram dois, sendo que o outro também está nesse ranking. Sim, o cara fez dois álbuns do meu top 5. Então você já pode perceber que ele é bom. Depois do maravilho, incrível e fodástico RETURN OF THE MOTHER HEAD’S FAMILY REUNION de 2007, onde inclusive pude presenciar o show do Richie colado no palco, esperei ansiosamente pelo novo lançamento. O álbum difere bastante do anterior, com certeza não sendo tão bom quanto ele, mas mesmo assim mantém o padrão RK de qualidade. Ou seja: praticamente não há músicas ruins, apesar das letras sem grande criatividade, o que é fortemente compensado na guitarra.
    Como bonus track, um cover para I Want You Back dos The Jackson 5, awesome.

    4. Them Crooked VulturesThem Crooked Vultures
    Esse certamente foi um dos lançamentos mais random do ano, porém um dos melhores. A banda surgida do nada e formada por Dave Grohl (Foo Fighters), John Paul Jones (Led Zeppelin) e Josh Homme (Queens Of The Stone Age) lançou um álbum a priori estranho, com músicas complexas e difíceis de digerir de primeira. Mas passado o estranhamento inicial, o que se encontra é um grande álbum, que não me lembra nenhuma banda que costume ouvir. Enfim, é difícil definir isso aqui, mas músicas como Elephants, Scumbag Blues, Mind Eraser, No Chaser, Warsaw or the First Breath You Take After You Give Up (que nome pqp), falam por si. Apenas ouça e admire.

    3. Wilson HawkThe Road
    Ok, isso aqui imagino que menos de 2% dos leitores que por acaso (ainda) estiverem lendo esse post conhecem. Trata-se de um álbum alternativo do já citado Richie Kotzen, em parceria com o produtor Richie Zito. E aqui têm-se um álbum que foge completamente do estilo de Peace Sign ou da carreira do Kotzen em geral. Têm-se aqui um disco com forte influência de soul e R&B, estilos que sempre influenciaram o guitarrista. Richie Zito disse a Kotzen que ele nunca tinha feito um disco nesse estilo que tanto o influenciou, e daí surgiu esta pérola. É um disco maravilhoso de se ouvir, recomendado inclusive para aqueles que desconhecem o estilo (como eu). Ouça sem medo de ser feliz.

    2. KissSonic Boom
    Depois de 11 anos finalmente a banda do linguarudo lançou algo inédito. Histórias do tipo mimimi internet destruiu a indústria mimimi ninguém compra nada foram as desculpas dadas para o atraso. Eu acho que foi por preguiça mesmo, mas enfim. Prometido um disco direto, sem baladas, e aqui está. O novo álbum do Kiss (ainda me causa uma certa estranheza essa expressão, imaginava que nunca iria a utilizar), que tem nome de golpe de Street Fighter, não é nada revolucionário, as letras são as esperadas da dupla Simmons/Stanley, não possui novos clássicos como dos anos 70/80, mas cumpre a função esperada: um bom disco de rock, com riffs e solos característicos, e refrões poderosos que inspiram a cantar de imediato. Never Enough é demais! Assim como Stand, Modern Day Delilah, Hot And Cold. All For The Glory e When Lightning Strikes, cantadas pelos membros-empregados, são tão boas quanto as dos chefões. Esse disco é uma prova que os srs. Stanley & Simmons podem parar de frescura e continuar lançando musiquinhas, que todos agradecerão.

    1. ChickenfootChickenfoot
    Enfim, o primeiro lugar. Me parece que supergrupos andam em moda ultimamente. Depois do Them Crooked Vultures já citado na quarta posição, eis que surge o vencedor: o Chickenfoot, formado pelos ex-Van Halen Sammy Hagar e Michael Anthony, o guitarrista Joe Satriani e o baterista do Red Hot Chilli Peppers, Chad Smith. Enquanto o Eddie Van Halen chora por aí e não lança nada, os expulsos Hagar e Anthony fazem a alegria da galera. E que alegria! Esse debut é simplesmente sensacional. A reunião dos quatro músicos gerou um disco de hard rock com tudo que se espera de um clássico. Músicas divertidas e festeiras, baladas bonitas, refrões pra sair cantando, grandes riffs e solos. Músicas como Sexy Little Thing, Oh Yeah, Get It Up e Runnin’ Out tem que estar na playlist de qualquer apreciador de boa música. Definitivamente um grande álbum de uma banda que espero continue na ativa por muito tempo.


    Finalizado o top 18, ainda restam mais algumas coisas que gostaria de comentar.
    Piores coisas que ouvi no ano:

    Ace FrehleyAnomaly
    Decepcionante. O eterno guitarrista do Kiss lançou este disco aguardado, mas seria melhor se não lançasse. Músicas sem inspiração e nada de interessante. Triste, triste.

    Eric MartinMr. Vocalist 2
    Meu amigo e vocalista do Mr. Big, Eric Martin, lançou ano passado Mr. Vocalist, onde interpretava músicas amarelas em geral que desconheço. Bem tosco. E ele retornou esse ano com Mr. Vocalist 2, dessa vez interpretando músicas de “divas”! I Will Always Love You, Time After Time, Hero, essas coisas. Ficou tão ruim quanto o anterior. Poderia ser um bom álbum se ele realmente explorasse sua voz, se tivesse um instrumental competente, mas nada disso. Dispensável.

    HelloweenUnarmed
    Mano, que merda foi essa? O Helloween, para comemorar seus 25 anos, resolveu fazer um disco de regravações próprias. E basicamente pegou alguns de seus maiores clássicos e transformou em baladas horrendas. Vou nem falar muito que não quero lembrar disso. Destaque, porém, para a awesome The Keeper’s Trilogy. Mas não deixe de conferir o clipe de Dr. Stein.

    Mötley CrüeGreatest Hits
    Não, eu não entendo isso. O Mötley já tinha umas cinco ou seis coletâneas no mercado, sendo uma lançada em 2005, e lança essa porra aí! Sem contar que uma das coletâneas já se chamava Greatest Hits! AAAAAAAH

    Álbuns ao vivo:
    Não considero álbuns ao vivo numa lista dos melhores do ano, pelo menos não na mesma categoria. Mas gosto muito deles, sendo alguns indispensáveis. Aqui vão comentários sobre alguns lançados esse ano.

    Iron MaidenFlight 666 – The Original Soundtrack
    MEIDEN MEIDEN! Assim estava eu naquele 4 de março de 2008, quando presenciei o Áiron na [event=]Pedreira Paulo Leminski[/event] (escrito no DVD como Padeira Paulo Leminski). Grande show. E essa turnê foi devidamente documentada e lançada no CD/DVD Flight 666 – The Original Soundtrack. E que lançamento! A performance da banda é perfeita, o áudio está excelente, e sobre as músicas nem precisa falar: de Aces High a Hallowed Be Thy Name, só clássicos do metal \m/. Cada música do CD é de um show da turnê, o que para mim é um fiel disco “da turnê”, e não apenas um show. Wasted Years com Adrian Smith cantando algumas partes está demais. A rara Moonchild ao vivo, sensacional! Mas, obviamente, meu destaque definitivo é para a gloriosa The Clairvoyant, que foi retirada do show aqui de Curitiba. E com direito a Bruce gritando “Tchuritiba”!!!!!

    Mr. BigBack To Budokan
    O Mr. Big é assim: eles têm 6 álbuns de estúdio e 8 ao vivos, sendo 6 desses ao vivos gravados no Japão. MALDITOS AMARELOS! E o último desses ao vivos é Back To Budokan, lançado nesse ano, que a banda retomou suas atividades. E temos aqui um repertório grande e com quase todos os clássicos da banda. Naturalmente, a fase Richie Kotzen foi deixada de lado, sendo tocadas apenas músicas dos quatro primeiros álbuns. A performance continua incrível, como se espera de quatro músicos formidáveis como esses (apesar de Eric já não cantar como antes). Certamente é o melhor ao vivo já lançado pela banda, com o repertório mais completo. E no aguardo da turnê de reunião passar pelo Brasil, e espero que gravem um novo álbum de estúdio.

    Queen + Paul RodgersLive In Ukraine
    Achei um tanto inútil esse lançamento, ainda mais que eles já tinham lançado um ao vivo. Os tios Brian May e Roger Taylor já deviam ter se aposentado. Felizmente o Queen + Paul Rodgers se desfez esse ano, e certamente você nem deu por falta. De novidades nesse ao vivo apenas duas músicas do simpático álbum The Cosmos Rocks (Cosmos Rockin’ e C-lebrity). De resto, mais do mesmo, que já não é muito bom. Portanto, passo.

    R.E.M.Live at the Olympia
    Cara, o R.E.M. Eu não entendo como esses caras conseguem me surpreender cada vez mais. Gravado em 2007, durante cinco shows em Dublin, esse álbum é algo que poucas bandas tem coragem (e principalmente, capacidade e repertório de qualidade) para fazer. Depois do R.E.M. Live de 2007, com todas os clássicos esperados de um show do R.E.M., esse ano eles lançam este Live At The Olympia. “Dois discos ao vivo assim tão próximos, que sem criatividade”, qualquer desavisado imaginaria. Mas o que temos aqui é uma seleção de músicas raras e quase desconhecidas, muitas músicas do então vindouro disco Accelerate, em versões ainda inacabadas. Como a capa já diz, são 39 músicas, e cada uma delas vale a pena. Redescobri muitos lados-B e músicas esquecidas, como o EP Chronic Town (tocado quase na íntegra aqui), cinco faixas do esquecidinho Fables of the Reconstruction, uma música da obscura coletânea Eponymous. É difícil encontrar palavras para descrever esse trabalho, somente ouvindo para entender. Os destaques são infinitos: These Days (que música, que versão, que bateria! Aliás, a bateria é excelente em todo o álbum), as músicas do Accelerate como I’m Gonna DJ, Horse to Water e Man-Sized Wreath, além da versão preliminar de Supernatural Superserious, denominada Disguised, as clássicas Cuyahoga, So. Central Rain, Drive e Electrolite, as inéditas Staring Down the Barrel of the Middle Distance e on the fly… Enfim, um disco próximo da perfeição.

    The Black CrowesWarpaint Live
    Sim, além de dois álbuns de estúdio, o The Black Crowes lançou também um ao vivo duplo. Aqui, no primeiro disco, é tocado todo o álbum anterior, Warpaint, em versões geralmente com solos maiores. O disco dois conta com covers aleatórios. Para mim um lançamento em CD um tanto desnecessário, pois além de ser praticamente apenas um replay do disco anterior, a banda já tem dois outros álbuns ao vivo no catálogo.

    Bônus final:
    MassacrationGood Blood Headbanguers
    Os mestres do metal voltaram! Mais engraçados ainda. O novo trabalho do Massacration conta com a brilhante presença de Falcão na faixa The Mummy, e músicas inspiradíssimas como Sufocator of Metal, Massacration, Good Blood Headbanguers, The Hymn of Metal Land. Mas nada, nada supera a obra de arte que é The Bull.

    Eu tenho mais coisa que ouvi e gostaria falar, mas esse texto já está gigante o suficiente pra ninguém ler. Juro que ano que vem escreverei mais de cada coisa ao decorrer do ano e farei algo mais simples ao seu final. Algumas coisas que ficaram de fora: AC/DC – Backtracks, a coletânea do Foo Fighters, Heaven & Hell – The Devil You Know, Hysterica – Metalwar, o novo disco da Mallu Magalhães, Jet – Shaka Rock, Loaded – Sick, Orianthi – Believe, Silbermond – Nichts Passiert, Steel Panther – Feel The Steel, Sugarland – Gold and Green e Live On The Inside, Weezer – Raditude.

    Enfim, é isso. Se alguém leu tudo, meus sinceros agradecimentos. Se alguém decidir ouvir aqui depois de ler aqui já tenho meu trabalho recompensado. E que venha 2010.
  • My alphabet of artists

    Set 9 2006, 22:46