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  • Ivan Parente - Cd: Isto não é uma declaração de amor

    Mag 23 2011, 13:42 di aleparente

    Ivan ParenteIsto não é uma declaração de amorSimples Ivan Parente, nasceu em São Paulo (Brasil) no dia 22 de dezembro de 1972. É um dos pioneiros da nova safra de musicais no estilo Broadway no Brasil. Canta, dança e interpreta. É integrante da trupe do Teatro Mágico de Fernando Anitelli desde a sua primeira aparição no Café Uranos em São Paulo. Em 2009 lançou seu CD “Isto Não é Uma Declaração de Amor”, produzido por Charles Dalla e que está disponível para download no site da Trama Virtual.

    Atua em musicais desde 1998, dentre eles estão:

    1998 - “Pocket Broadway” direção de Rodrigo Pitta e Daniel Salve.
    1999 - “Casa de Brinquedos” direção de Mario Masetti.
    2000 - “Cazas de Cazuza” direção de Rodrigo Pitta e Daniel Salve.
    2000/2001 - “Ópera do Malandro” direção de Gabriel Villela.
    2001 - “Les Misérables” direção de Ken Kaswell.
    2002 - “A Borboleta Sem Asas” direção de Fábio Ock, Fezu Duarte e Marcos Okura.
    2002/2003 - “Godspell” direção de Miguel Falabella.
    2003 - “O Mágico de Oz” direção de Billy Bond.
    2004 - “El Mago de Oz” direção de Billy Bond [Santiago do Chile].
    2005 - “Veneza” direção de Miguel Falabella.
    2006 - “Pinocchio” direção de Billy Bond.
    2007 - ” A Sessão da Tarde ou Você Não Soube Me Amar” texto de Marcos Ferraz e direção de Fábio Ock, Fezu Duarte e Marcos Okura.
    2009 - “A Bela e a Fera” direção de Billy Bond.
    2010 - “Peter Pan” direção de Billy Bond.
    2011 - “A Sessão da Tarde” e “Lado B - Mudaram as Estações” texto de Marcos Ferraz e direção de Fábio Ock, Fezu Duarte e Marcos Okura. Atuou como diretor musical também.
    2011 - “O Mágico de Oz” versão 2011 com direção geral de Billy Bond.

    free download: http://www.lastfm.com.br/music/Ivan+Parente/Isto+n%C3%A3o+%C3%A9+uma+declara%C3%A7%C3%A3o+de+amor
  • Uma visão pontual

    Giu 22 2011, 12:32 di Nandoss

    Olhando para o passado é estranho contemplar o próprio amadurecimento. É uma mescla de vergonha, nojo, saudade e empatia. Diferente de relembrar, onde a nostalgia e ilusão criada pela distância embaça nossa visão, ter na sua cara as provas de quem você realmente era e quem você eventualmente se tornou é uma experiência quase que epifânica.

    Um exemplo está nos seus gostos. É sempre muito legal fazer aquelas viagens pelo túnel do tempo em que vangloriamos nossa infância, muitas vezes em detrimento da geração atual. Mas um observador mais diligente e curioso, que realmente se ponha a escavar tais relíquias encontrará, na melhor das hipóteses, piritas.

    Olhando para o meu gosto musical, que na época dos meus 7 até mais ou menos os 13 era basicamente inexistente, aquele caldeirão de sentimentos que citei inicialmente é nada mais que a ponta do iceberg do que me é evocado. Por exemplo, eu ouvia É O Tchan, não por prazer ou lazer, mas em festas e outros eventos sociais. Assim como Só Pra Contrariar, Backstreet Boys,Spice Girls entre outras bandas, que caso você de uma olhada, nem que seja de relance, na minha lista de mais escutados seria como misturar leite com cerveja.

    Como afirmado anteriormente eu não havia desenvolvido um gosto musical. Música, na época, era barulho de fundo. A primeira banda que realmente escutei por vontade própria foi Mamonas Assassinas, que, correndo o risco de cometer uma blasfêmia, era horrível. Hoje em dia, com a experiência e conhecimento, é fácil notar a estrutura simples e as letras que eram mais infantis que hilárias. Talvez até por isso ela se torne uma banda boa, pelo efeito Zé do Caixão, por mais que a comparação seja injusta (Sr. Mojica=Gênio).

    Claro que as coisas não são tão drásticas assim. A pessoa que me tornei hoje já vinha sendo moldada naquela época. Junto com o terrível vem o promissor. Na mesma época que os bailinhos cheios de encrenca eram regidos pelo e , eu comecei a me interessar pela música de um tal de Michael Jackson e uma tal de Iron Maiden. Apesar de também não figurarem nos meus mais ouvidos pavimentaram o caminho da minha descoberta do , , , entre outros tantos estilos musicais que estruturam meu atual gosto.

    Eventualmente nossa jornada pela vida se torna tão longa que ao olhar para o início a única imagem é um oásis inexistente, mas quando a temos clara em nossa visão é capaz de nos fazer duvidar de sua veracidade. Recomendo a todos que arranjem um jeito de ter em sua frente, sem o véu da nostalgia, o seu passado. Não mentirei, será doloroso às vezes, mas garanto que o que você ganhará com isso é muito melhor que uma ilusão, é o prazer do presente.

    Nota pras pessoas que gostam de pagode, axé ou boy bands: P ponto do artigo não é qualificar o que foi bom ou ruim dos anos e , mas sim a diferença entre o começo da minha vida com a música com o que ela se tornou.
  • Resenha de Satanic Legions - A Tribute To Vulcano

    Giu 22 2011, 6:09 di alexneundorf

    Bandas como o Vulcano podem, para grande parte dos frequentadores do GoreGrinder, dispensar maiores apresentações. No entanto, por uma questão de respeito com as gerações mais novas de apreciadores do estilo, é conveniente fazer uma breve introdução para esta resenha. Claro, material não falta na internet para os interessados se informarem sobre a biografia dessa gigantesca banda do underground nacional. A banda tem até verbete na Wikipédia.

    […]

    Para finalizar, gostaria de parabenizar cada um dos envolvidos nesse trabalho, tanto idealizadores, produtores, como também cada banda partícipe. É incrível o que foi feito aqui. Todos com extremo profissionalismo. Esse tipo de material também oferece um bom diagnóstico de como anda a saúde do Metal no país. Apesar de representarem apenas um nicho específico (a infinidade de bandas que surgem a cada ano no país é gigante), bandas que cultuam o lendário Vulcano, temos aqui, sim, um excelente prognóstico: podemos esperar muito mais, em termos de Metal, neste país.

    Para ler na íntegra: http://www.goregrinder.net/
  • Spyzer - Relação de alguns dos instrumentos utilizados:

    Giu 23 2011, 1:12 di gleison_rodolfo

    Diferente e criativo. O Spyzer é um grupo que une música eletrônica & acústica em uma experiência áudio-visual exótica e psicodélica. Lembra muito DAFT PUNK, BLUE MAN GROUP E NINE INCH NAILS. Os nomes por traz desta idéia original são Andy-x, Jay, Lhux e Rick que combinaram em um só show conceitos eletrônicos com instrumentos de diferentes culturas - e também feitos com as próprias mãos - como grande pan, vocoder, didgeridoo, sintetizadores, saxofones, flauta, guitarra, muita percussão e Bateria Eletrônica. Uma transe eletroacústica em um set composto em sua maioria por batidas fortes, baixos rasgados, unindo Vj, instrumentistas, uma parafernália de controladores para as mãos e pés em um prazeroso tempero dançante, divertido e ao vivo.

    Confira alguns dos instrumentos utilizados:

    GRANDE PAN: Instrumento aerofônico (som gerado pelo movimento da coluna de ar) feito de canos de pvc, inteiramente projetado e construído por um integrante do projeto. Atingindo sons graves e percussivos muito fortes produzindo o som do Baixo característico da e-music, porém com um timbre único gerado ao vivo. O seu monstruoso tamanho e a complexidade dos canos entrelaçados fazem um show a parte.

    DIDGERIDOO: Instrumento aborígene australiano que é considerado por muitos estudiosos como o primeiro instrumento da humanidade. É utilizado por muitos %u2018didge man%u2019 como estímulo à meditação e por algumas tribos como instrumento de cura. Seu som hipnotizante é semelhante ao de um LEAD de música eletrônica, sendo que sua psicodelia faz com que o público viaje no seu timbre realmente Orgânico.

    SAXOFONES: A utilização do sax no Spyzer, é totalmente diferente da usualmente conhecida. Neste projeto o saxofône duela com si próprio, já que algumas frases são gravadas ao vivo e soltas em loop simultaneamente, em um processo de criação de novos timbres e frases que somados ao som original deste instrumento provocam uma viajem muito interessante.

    SYNTHS: (Instrumento musical eletrônico projetado para construir e manipular sons). Dois sintetizadores de grande porte são utilizados no Spyzer por diferentes técnicas, dando liberdade à desconstrução total dos sons originados por todos os instrumentistas.

    VOCODER: É um processador sonoro %u2013 vocalizador %u2013 que retira da voz toda a propriedade humana convencional. O resultado é a transformação da voz em um novo instrumento eletrônico, de modo que, provocado por simples frases cantadas ao vivo, gera sons de Robô e de outros timbres excêntricos de maneira criativa, através de suas teclas e grande quantidade de botões, estimulando o público.

    LIVE PERCUSSION: A percussão é empregada de um modo bem diferente daquelas usualmente vistas no cenário eletrônico, em que o instrumento apenas acompanha a batida. No Spyzer a percussão realiza a comissão de frente musical, contando com instrumentos já conhecidos como pratos, tons, rotontons, bongôs entre outros, e também alguns não muito utilizados como o Djembê (com o qual o instrumentista desce do palco no meio do público interagindo em uma roda de música e dança) além também do Derbak (instrumento persa utilizado em danças do ventre) e a bateria eletrônica, que forma a estrutura principal das batidas do grupo.

    GUITARRA: A guitarra já um elemento muito conhecido na e-music, mas a forma como ela é incorporada ao Spyzer é bastante inovadora, utilizando rifs marcantes, solos rapidos e precisos, se torna um show a parte e não um mero acompanhamento.

    FLAUTA TRANSVERSAL: A marca doce e versátil deste instrumento estão presente também no Spyzer nos momentos de psicodelia, fazendo com que o show se torne ainda mais contagiante em alguns momentos muito introspectivos.

    LIVE VJ: Além do som autêntico este projeto tem também um show de imagens. Isto pois com Vj atuando com mixagens de vídeo ao vivo, com o uso de telões, Tv de Plasma ou Paineis de led além de microcâmeras espalhadas no palco %u2013 registrando em %u201Ccloses%u201D cada um dos 4 integrantes do projeto %u2013 o show torna-se um espetáculo, provando ainda que tudo o que está sendo feito é realmente AO VIVO.
  • Porque eu detesto Legião Urbana

    Lug 24 2011, 15:24 di RogerBrazil

    Eu não gosto mesmo da geração 80 do rock brasil. Curto mesmo o rock (nacional e internacional) da década anterior. Mas para mim a pior banda é também a mais superestimada de todas: Legião Urbana.
    Pra começar, não precisa ser grande conhecedor de técnica musical para saber que esse lixo tinha um péssimo baterista, guitarrista e.... tinha baixista ali?
    Qualquer músico sabe que a banda era medíocre. Até a cantora de MPB Leila Pinheiro, que gravou Legião várias vezes, já disse que a banda era ruim musicalmente e sempre que ela gravava Legião procurava mudar os arranjos.
    Sei que dirão "não importa o número de acordes" ou "esse e aquele outro rock clássico também é básico". Tá, mas Legião não se mantinha no rock básico, simples, cru e direto. Era uma banda acima de tudo pretensiosa, pois com toda aquela total falta de habilidade nos instrumentos os caras insistiam em fazer músicas pretensiosas e absurdamente chatas.Músicas longas, arrastadas, como Eduardo e Mônica, Pais e Filhos, Faroeste Caboclo, Metal contra as Nuvens me fazem odiar essa banda.
    Os caras, além de péssimos instrumentistas, se metiam a fazer músicas ENORMES com aquele violãozinho sendo castigado naquele instrumental porco, melodias pobres e aquela voz de Pitbicha do Renato Russo(grave forçada pra não dar na pinta) contando historinhas e com conselhos para adolescentes rebeldes com problemas com os pais. Tudo com rimas pobres, letras ou previsíveis e cheias de clichês e obviedades ou ainda aquelas que nem fã entende e diz que entende pra dizer que é culto.Tocavam menos que um Ramones e queriam ser como uma banda progressiva, tornando-se pra mim a banda mais CHATA do Universo.
    Até tolero Geração Coca Cola,por exemplo. Não curto Punk, mas ali pelo menos ouvimos uma banda limitada não tendo a pretensão de fazer o que não sabe e irritando os ouvidos numa música arrastada e de pretensões poéticas. Só não curto porque não ouço mesmo Punk, Pós-Pùnk e afins.
    Aliás, falando em Faroeste Caboclo, PUTZ, é sem dúvida a música mais CHATA de todos os tempos. 10 minutos naquele ritmo teim teim teim que não muda e aquela historinha que os legiotários fazem questão de decorar.
    Já me disseram no Orkut que eles eram "experimentalistas", eram "ousados" por gravar essas coisas, saindo do básico. Tentar fazer o que não tem capacidade(Blues, músicas meio progressivas, viagens longas...), coisas que JÁ EXISTEM, não é ser experimentalista, é ser incompetente e pretensioso mesmo. Eles tinham o direito, sim, de tentar ir além da capacidade deles,mas ficou tudo uma merda. Não é capaz, não tente.
    Blues com slide toscamente mal tocada(Música Urbana 2,por exemplo, que ganhou uma versão ótima com Cássia Eller,que deu vida a um RASCUNHO de Blues), viagens longas com o mesmo violãozinho castigado por longos minutos com aquela voz chata de cantor de bolero achando que tá fazendo A suite progressiva... Experimentalismo? Vou tentar cantar igual o Dio, vai ficar uma merda, mas vou ser o "experimentalista", então.
    Ainda sobre as letras, o enganador do Renato Russo adorava colocar em suas "músicas" frases feitas bem clichês de auto-ajuda e otimismo.


    Algumas:


    "O Caminho é um só... O Sol nasce para todos"


    "O amor tem sempre a porta aberta" (de Perfeição, que é uma clichezada do início ao fim)


    "É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã"


    "Quem acredita sempre alcança"


    Esse último verso é de Mais Uma Vez, que é o cúmulo do clichê. Com a MESMA idéia, o falecido sambista Nelson Cavaquinho já gravou há décadas a música Juizo Final, que é muito melhor e mais poética.


    Pra terminar, detesto também a banda pelos fãs babacas. Legião tem fãs imbecis que se acham intelectuais, acham que quem não curte aquela bosta pseudo-intelectual é idiota, mas em sua maioria nem sabem escrever. Sem falar no "poxa,só você que não gosta", como essa porcaria fosse uma unanimidade. E o pior: o culto a um lixo de ser humano como se fosse um segundo Deus.
  • O MEU rock dos anos 80.

    Set 20 2011, 19:14 di RogerBrazil

    O rock nacional que eu realmente gosto é dos anos 70. Acho o dos anos 80, o tal Brock, que é tão idolatrado e tão citado como "melhor época do rock no Brasil"(alguns parecem até acreditar que nem havia rock antes no Brasil), em sua maioria um Pop rockinho comercial e fraco. Nada se compara a Casa das Máquinas, O Terço, Mutantes, Som Nosso de Cada Dia, Secos e Molhados, Raul Seixas, Made In Brazil, A Barca do Sol, etc. Mas há nomes dos anos 80, todos pouco conhecidos, que valem a pena.


    Alguns deles:


    Golpe de Estado

    Essa banda e Patrulha Do Espaço, para mim são as melhores do Hard Rock nacional. Catalau, vocalista da melhor fase da banda, já estava no rock dos anos 70 compondo para o Casa das Máquinas.


    Patrulha Do Espaço

    Começaram nos anos 70 com Arnaldo Baptista, ex-Mutantes, como líder.
    Com o nome Arnaldo e a Patrulha do Espaço lançaram "Elo Perdido" e o ao vivo "Faremos Uma Noitada Excelente", ainda nos anos 70. Em "Elo Perdido", a banda tinha ainda John Flavin na guitarra, Rolando Castello Júnior na bateria e Osvaldo 'Cokinho' Gennari, no baixo. Já o ao vivo contava com Eduardo Chermont na guitarra. O excelente baterista Júnior continuou com a banda, que ainda está na ativa.
    Nos anos 80, a banda tinha, além do Júnior, Eduardo Chermont(Guitarra/Vocal) e Sérgio Santana(Baixo/Vocal), ambos já falecidos.
    Com essa formação, abriram shows para o Van Halen nos anos 80. Gravaram ainda em 85 com o guitarrista argentino Pappo, também já falecido.
    A morte de Pappo foi notícia na Argentina, pois lá se sabe valorizar os heróis do verdadeiro Rock´n´roll, enquanto aqui nada se falou sobre as partidas de Dudu Chermont e Sérgio Santana.


    Tellah

    Excelente Rock Progressivo de Brasília com bastante influência da música mineira, como 14 Bis.
    Já existiam nos anos 70. Mas gravaram apenas em 1980 o seu único álbum.


    Bacamarte

    Lançaram "Depois do Fim" em 1983, considerado por muitos como o o melhor álbum de Rock Progressivo do Brasil e bastante elogiado por fãs do estilo em todo o mundo.

    Violeta de Outono


    Em atividade até hoje, outra excelente banda de Progressivo/Rock Psicodélico.


    Marco Antônio Araujo


    Um dos grandes representantes da música mineira nos anos 80, sendo comparado a Egberto Gismonti. Rock progressivo sinfônico de grande qualidade, misturado com música mineira. Violonista de muita técnica, gravou em seus discos com nomes como o violoncelista Jacques Morelenbaum, o flautista Paulo Guimarães e o violoncelista Márcio Mallard.
    Faleceu precocemente, vítima de um aneurisma cerebral.


    Sagrado Coração da Terra


    Banda mineira liderada pelo violonista Marcus Viana, que já estava em atividade nos anos 70 com outra banda progressiva, o Saecula Saeculorum. O primeiro álbum é de 1984 e deu a banda bastante reconhecimento entre os fãs de Progressivo no exterior.


    Centúrias



    Banda de Metal tradicional de São Paulo, com vocalista que me lembra muito Rob Halford(Judas Priest).


    Harppia



    Metal também de SP. Ainda estão em atividade.


    SALÁRIO MÍNIMO



    Metal/Hard Rock de SP, também ainda em atividade.
  • Zombiefest!

    Ott 4 2011, 5:52 di blakkaxe

    Rapazeada, nesse dia 29/10 na Célula Cultural, realizaremos o lançamento do nosso tão aguardado (por quem?!) debut intitulado Self-improvement: suicide. A festa - à fantasia!!! - que comemorará (mesmo que com dois dias de antecedência) o Dia das Bruxas e, igualmente, o nascimento do egiptólogo alemão Heinrich Schäfer e o Dia Mundial da Psoríase,terá a participação da banda Sized, nossos irmãos de longa data. O Blakk Market preparou um repertório especial para a noite, que contará com a presença dos ilustres membros da banda Stormental, Marcos Feminella e Alexei Leão.

    Zombiefest!: Lançamento do CD Self-improvement: suicide + Festa à Fantasia com as bandas Blakk Market e Sized

    Local: Célula Cultural

    Dia: 29/10 – 23 horas

    Ingressos antecipados em breve na Roots Records e com o pessoal das bandas. 1o Lote: R$10 (R$15 com o CD).

    Blakk Market
    Sized
    Stormental
    Zombiefest
  • Como usar o app da lastfm p/ Android e ouvir sua rádio online em paises bloqueados…

    Mar 30 2011, 15:13 di Alviis

    Simples: Feche o app(no gerenciador de tarefas) desative a rede (modo avião) ative o wi-fi e abra o app.. então só da play na sua rádio (vc já pode voltar ao modo online). Isso é possível pq o app da valida seu país através do ID da sua operadora.. se vc entra em modo avião(modo offline) o app não tem como saber de onde vc é e por isso libera a rádio :)
  • WikiLeaks: Embaixada não acreditava em reeleição de Lula após “mensalão”

    Feb 23 2011, 19:50 di flipe

    Via CartaCapital WikiLeaks, por Bruno de Pierro, da Agência Dinheiro Vivo

    Telegramas enviados da baixada norte-americana, em Brasília, para o Departamento de Estado dos EUA, entre 2004 e 2005 foram enviados pela WikiLeaks a Blogs brasileiros que passaram a integrar a rede de divulgação dos arquivos. Os documentos trazem relatos detalhados sobre o caso Waldomiro Diniz e a crise do “mensalão”.

    Nos documentos enviados pelo embaixador John Danilovich a seus superiores, há, principalmente, relatos do que foi divulgado pela grande mídia na época do escândalo, histórico dos envolvidos no caso, como o de José Dirceu, e comentários pessoais. Em um deles, Danilovich mostra-se incomodado com o fisiologismo de partidos da base governista.

    Em telegrama enviado no dia 31 de março de 2004, de código 04BRASILIA776, o embaixador lança críticas ao PMDB. “Em um encontro no dia 14 de março, o deputado federal de São Paulo Michel Temer, um crítico de Lula, foi reeleito presidente do PMDB com o apoio de Rosinha e Anthony Garotinho. Mesmo com o ressurgimento de Temer, o PMDB é muito ‘fisiologista’ para deixar a coligação, pois isso significaria abrir mão de seu gabinete e outras regalias (apesar de alguns deputados do PMDB divulgarem uma carta em 24 de março ameaçando sair da coalizão se seus conselhos econômicos não forem seguidos). Por sua vez, o partido irá aumentar suas críticas ao governo federal e demandar mais regalias (e influência sobre a política) em troca de opoio”, escreveu.

    Em outro momento, retoma a questão para explicar que “fisiologismo” é um termo brasileiro, que pode ser mais ou menos traduzido como “oportunismo crasso”, “aplicado para os políticos sem crenças, que fazem alianças para obter vantagens de curto prazo”. Segundo Danilovich, este seria um dos principais problemas responsáveis pela corrupção no país.

    Numa outra mensagem, o embaixador norte-americano, após acompanhar, pela grande imprensa, o desenrolar do caso, conclui que a crise no governo federal passa a percepção de ineficácia, “juntamente com obstinados problemas econômicos do Brasil”, e acrescenta que o escândalo envolvendo José Dirceu estava “contribuindo para a queda do governo”.

    O telegrama do dia 14 de junho de 2005, de código 05BRASILIA1602, tratava sobre o depoimento de Roberto Jefferson, que “aconselhava” a Dirceu abandonar o governo. “Todas as classes políticas e financeiras do Brasil estão coladas, hoje, em seus televisores, assistindo o depoimento de [Roberto] Jefferson. Dependendo do grau das provas que ele pode oferecer, e o quanto esses eventos afetam o governo. Lula deverá ter que sacudir seu gabinete e demitir Dirceu, e ver sua reeleição em 2006 comprometida, assim como sua coalizão desmoronar”, dizia.

    Em outro telegrama, dessa vez assinado pelo ministro conselheiro da embaixada, Phillip Chicola, colocava-se como quase certa a incapacidade de Lula conquistar o segundo mandato. Na mensagem, enviada no dia 12 de julho de 2005, de código 05BRASILIA1849, Chicola afirma que Lula ainda parece certo de uma segunda eleição em 2006, embora esteja “menos invencível do que foi há alguns meses atrás”.

    Sobre o futuro PT, o funcionário da embaixada dos EUA afirmava ser um ponto de interrogação. Segundo ele, a habilidade de Lula para reanimar seus apoiadores, com iniciativas políticas radicais, era dificultada por problemas de sua coalizão, o que, acreditava, impediria a reeleição. Chicola também dedicou alguns telegramas para informar seus superiores no Departamento de Estado americano sobre as mudanças que Lula fez em seu gabinete, descrevendo quem eram os novos ministros, por meio de pequenas biografias sobre cada novo integrante do governo.

    Leia todo os documentos, em inglês, aqui.
  • Documentos pedidos pelo público – Ditadura

    Feb 21 2011, 16:33 di flipe

    Via CartaCapital WikiLeaks, do blog Futepoca

    Apesar de ter terminado em 1985, fissuras abertas persistem na sociedade brasileira e parte delas foi aberta na Ditadura Militar, segundo análise da embaixada dos Estados Unidos. Em um dos telegramas vazados pelo Wikileaks, o diplomata sustenta que esse passado continuará a ser motivo de “atritos, e manchetes ocasionais, por alguns anos futuros”.

    O segundo lote de telegramas vazados pelo Wikileaks no Brasil para um conjunto de blogueiros trata de questões relacionadas à Ditadura Militar no Brasil e a anistia. São quatro telegramas que, a exemplo de boa parte do material, traz mais resumos baseados no que foi publicado em jornais e revistas do que análises ou opiniões do governo estadunidense. O tema foi amplamente demandado.

    Os dois primeiros datam de 2004. Um envolve o aniversário de 40 anos do golpe – chamado assim mesmo, de “golpe” e jamais de “revolução” para alívio deste blogueiro. O outro fala das fotos publicadas à época pelo Correio Braziliense que supostamente mostravam o jornalista Wladimir Herzog preso antes de ser assassinado por agentes do regime.

    Depois, há um telegrama de 2008, em meio aos primeiros debates sobre a revisão da lei de anistia, que culminaria, em 2010, na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de arquivar o pedido de revisão. Por fim, um relatório sobre a polêmica de janeiro do ano passado sobre o terceiro Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3).

    Feridas abertas
    Apenas em um trecho do primeiro telegrama, consta uma ideia de que a memória do regime está bem resolvida para a sociedade. “Passados 40 anos do golpe e 19 desde a volta do Estado civil, a era militar é cada vez menos relevante para uma sociedade que avança e na qual um terço da população nasceu depois de restaurada a democracia”, propõe o telegrama.

    Por outro lado, nos documentos mais recentes, fica claro que a turma da embaixada percebeu que a coisa é mais complexa. Sobre a possibilidade de revisão da anistia, os funcionários dão-se conta de que “sentimentos fortes” são evocados tanto entre militares quanto em ex-opositores do regime quando se toca no assunto.

    No relato mais recente, de 2010, é dada como clara a existência de rachas na sociedade afloradas pelo PNDH, mas cuja origem remete, de alguma forma, ao período autoritário. Em relação a violações de direitos humanos, estão, de um lado, militares, de outor civis. No campo, proprietários rurais contra o “ainda potencialmente perturbador” Movimento dos Sem Terra. Entre os que clamam por liberdade de imprensa e os que veem a mídia como frequentemente irresponsável. E entre o moralismo conservador e os direitos humanos.

    Considerando-se que se trata de um material produzido 10 meses antes das eleições presidenciais, o cenário de Fla-Flu contém ares até proféticos. Um grau de ponderação não muito comum nos telegramas da estrutura diplomática ligada a Washington.

    Visão dos EUA
    Apesar de ter muito relato, há avaliações e juízos dos diplomatas incluídos.

    Os textos parecem considerar que as violações de direitos humanos durante a Ditadura são inegáveis (apesar de tratar na condicional o fato de Herzog ter sido assassinado por torturadores). A possibilidade de o governo dos Estados Unidos ter apoiado o golpe de Estado é tratado com ares de hipótese. Para escrever de um modo mais claro: nada sobre Operação Condor ou coisa do gênero.

    Há passagens curiosas. “Ainda ocorre um certo rancor sutil contra o governo dos EUA, devido a uma ideia entre alguns oficiais mais antigos de que os EUA mudaram abruptamente de um apoio ao governo militar para uma condenação por violações de direitos humanos”, escreve o diplomata. O funcionário, porém, não opina sobre a tal mudança. Talvez seja porque, como para mim, a avaliação tenha pouco respaldo em fatos.

    Em outro momento, aponta-se que, no aniversário do golpe, “publicações sensacionalistas traçaram elaborados paralelos entre 1964 e o nível de influência dos EUA no Brasil de hoje”. O diplomata diz que o golpe indiretamente ajudou a ampliar o prestígio de Fidel Castro, ex-presidente de Cuba.

    Por fim, consta que as instituições civis e políticas no Brasil são “plenamente democráticas” – a despeito do que acreditam parte dos colunistas da mídia velha. Como a instauração da “democracia” fez parte da retórica para intervenções militares recentes no Afeganistão e no Iraque, é bom saber que os gringos acham que essa questão está resolvida por aqui.

    Jobim
    Ministro da Defesa desde junho de 2007, Nelson Jobim é o segundo personagens mais citado no bloco, com 10 menções (Lula é citado 24 vezes). Jobim indispôs-se contra Tarso Genro, então titular da Justiça, e com Paulo Vannuchi, da Secretaria especial de Direitos Humanos. Cada episódio mereceu seu telegrama.

    Não há, desta vez, informação privilegiada nem conversa reservada com o peemedebista da cota pessoal de Dilma.

    Jobim defende os militares, tromba com colegas de Esplanada, xinga os outros de “revanchistas”, consegue pôr o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva a seu lado… É um protagonista.

    Apesar de detalhar vários dos pontos polêmicos sobre o PNDH-3, o funcionário da embaixada dos EUA em Brasília insunua que a repercussão foi exagerada. Por se tratar de um plano de intenções sem qualquer garantia de implantação, o texto deixa claro que o embaixador tentou entender melhor algumas questões.